<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150</id><updated>2011-07-30T14:06:11.627-07:00</updated><title type='text'>A fiar...</title><subtitle type='html'>As palavras são como fios que constroem um imenso tecido de ideias</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-7500781572479464678</id><published>2010-01-02T07:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-02T07:41:52.374-08:00</updated><title type='text'>De quem é a responsabilidade pela preservação ambiental?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A conferência climática promovida pela Organização das Nações Unidas na cidade de Copenhague, para combater o aquecimento global, se tornou um dos assuntos favoritos da imprensa internacional. Mas o “esforço” de estadistas para solucionar problemas ambientais não é novidade. Inúmeras conferências já foram realizadas e acordos firmados, a exemplo da Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, e a própria ECO-92, evento realizado no Rio de Janeiro, em 1992, que reuniu diversos líderes internacionais também com a proposta de debater estratégias e saídas para a diminuição dos impactos ambientais da atuação do homem nos ecossistemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero aqui abordar se os países possuem interesse em seguir o que foi acordado, restringir ainda mais a emissão de gases, empreender sanções para empresas que descumprirem as regras, enfim, se há interesse por parte dos estados em mudar comportamentos em prol de meio ambiente saudável. Também, não vou me prolongar em dizer que a preservação do meio ambiente é necessária não apenas para nós habitantes desse planeta azul, mas àqueles que futuramente terão a Terra como lar. Nossos filhos, netos e, com sorte, bisnetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que as discussões dos impactos da ação humana sobre o meio ambiente têm girado em torno, principalmente, na responsabilização dos estados na solução dos problemas ambientais. Com isso, a preservação do meio ambiente acaba sendo vista pela sociedade como uma questão macro que deve ser discutida apenas por líderes mundiais e altos diplomatas. Tais problemas, mesmo afetando diretamente a todos os moradores desse planeta, ficam distantes das pessoas. É como se ninguém, exceto esses chefes de estado, pudesse fazer nada para modificar essa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, cada ser humano tem a responsabilidade de cuidar da Terra. Para isso, não precisa militar no Greenpeace, nem aparecer nu em eventos internacionais como forma de protesto contra a falta de empenho dos países em diminuir os índices de poluição. Basta, no dia a dia, incorporar hábitos simples como separar corretamente o lixo, ir para o trabalho de bicicleta em vez de usar algum veículo auto-motor, não jogar lixo nas ruas, dar um destino correto a pilhas e sobras de óleo de cozinha, não usar sacolas plásticas... Empresas, mesmo interessadas em manter uma boa imagem, já estão engajadas na reciclagem de alguns materiais, oferecendo locais para o depósito de pilhas e baterias usadas, materiais recicláveis, como plástico, papelão e até óleo de cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de olhar para macro, é preciso visualizar o micro. E isso também é responsabilidade do Estado. Quando chove, canaletas entopem, ruas alagam, as pessoas sempre reclamam. Culpa delas? Claro, mas, também, culpa do poder público, que costuma se defender afirmando que não há educação ambiental por parte da população. Coloca a culpa nos cidadãos. De fato eles são os agentes. Perpetuam uma cultura de séculos. Mas a responsabilidade da quebra desse paradigma é do poder público. Ensinar, fiscalizar e até multar se for preciso. Educação ambiental deve começar na escola e se prolongar fora dela. Dentro de casa, com os pais, na rua, com os visinhos, até nas conversas entre amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho com o dia em que repreender um desconhecido por jogar na rua saquinhos de pipoca, latas de refrigerante, entre outras coisas, não será motivo para se levar um fora. Sonho com o dia que em cada poste da cidade terá cestos de lixo, de coleta seletiva, sem estar depredado, que poderei andar pelas ruas sem precisar me desviar da sujeira. Certa vez uma brasiliense me disse que Recife fedia. Sonho com o dia em que isso não será mais verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-7500781572479464678?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/7500781572479464678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=7500781572479464678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/7500781572479464678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/7500781572479464678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2010/01/de-quem-e-responsabilidade-pela.html' title='De quem é a responsabilidade pela preservação ambiental?'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-43751325441795768</id><published>2010-01-02T07:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-02T07:37:42.224-08:00</updated><title type='text'>Gabriela, nem cravo, nem canela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Gabriela era normal. Nem alta nem baixa, nem branca nem negra, cabelos nem lisos nem cacheados. Tudo na sua vida era mediano. Filha do meio, nunca recebera dos pais a atenção desejada. A caçula, por ser mais nova, era sempre paparicada, a mais velha, por ser problemática, sempre foi o centro das atenções. Os raros momentos em que Gabriela conseguia falar de si eram nas manhãs antes de ir para a escola, quando a mãe perguntava sobre o seu rendimento nas aulas e requeria os boletins. Com o pai quase nunca falava. O dialogo com ele se resumia aos “boas noites”, quando chegava da aula de teatro e achava o pai sentando no sofá assistindo ao jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha amigas na escola, mas nunca fora a líder do grupo. Também não se enquadrava entre os melhores alunos da sala de aula, embora nunca tenha tirado uma nota baixa. Por ser normal, nunca atraia a atenção dos rapazes, principalmente dos mais bonitos. Nunca conseguiu dar bitocas nos bonitões da escola, apesar de se apaixonada por Pedro (louro, alto, bonito e sensual!). Até em uma das suas maiores paixões, o teatro, não conseguia se destacar. O máximo que conquistara com as tardes de ensaios intensos foi o papel de melhor amiga da protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriela entrou para a faculdade. Curso de Letras, por uma vaga de remanejamento. Nas aulas, não conseguia participar das discussões. Apesar de ler muito, sempre achava que não tinha conhecimento suficiente para defender coerentemente suas idéias. Com os seus colegas de sala tinha apenas conversas de corredor. Nada de amigos de farra. Já formada, ela iniciou suas atividades empregatícias como recepcionista de uma escola. Aceitou o emprego a contragosto. Afinal precisava pagar as contas. Além do mais, era em uma escola, alguém poderia enxergar o que ninguém havia visto e acreditaria no seu potencial. “Um dia terei a minha chance”, pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dia, Gabriela, já com alguns anos no serviço, chegou mais cedo à escola. Era o primeiro dia de aula do ano eletivo. Como de costume, iniciou o seu ritual de preparação: organizou sua mesa, ligou o computador e esperou a hora dos portões abrirem. Ficou pensando nas novas caras que veria e no que ano lhe reservava. “Se um dos professores desistir ou pedir demissão? Essa pode ser a minha chance”, pensava. No meio do devaneio, uma mão lhe toca o ombro. Era a sua companheira de trabalho, que tanto aprendera a gostar. Trabalhava na diretoria como estagiária. Também da área de Letras, sempre trocavam figurinhas sobre gramáticas, textos e linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso de orelha a orelha, a estagiária lhe revela que se formara a pouco e por isso foi chamada lecionar na 7ª série como professora de português. “Porque uma ex-estagiária, recém saída da universidade, e não eu?!”, repetia a si mesma. Gabriela faz um sorriso amarelo, parabeniza educadamente e pede licença. Vai ao banheiro. Chora. Como queria ser aquela ex-estagiária. Como queria conquistar o que ela conquistou. Gabriela se vê com inveja. Não gostava de sentir aquilo. Queria mais, para si, claro, mas não gostava de cobiçar o que não era seu. Não queria mais sentir inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Senhor diretor, licença. Aqui está minha carta de demissão. Obrigada pela oportunidade, mas eu busco um novo começo”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-43751325441795768?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/43751325441795768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=43751325441795768' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/43751325441795768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/43751325441795768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2010/01/gabriela-nem-cravo-nem-canela.html' title='Gabriela, nem cravo, nem canela'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-3920705591828064880</id><published>2009-12-08T10:28:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T10:46:55.795-08:00</updated><title type='text'>Carta a Joelielson</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sx6dISzOsbI/AAAAAAAAAGM/mfEVjp51wVw/s1600-h/carta.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 252px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412936567957139890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sx6dISzOsbI/AAAAAAAAAGM/mfEVjp51wVw/s320/carta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Recife, 8 de dezembro de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Prezado Joelielson,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que agi errado, por isso não vou gastar a minha cota de pedidos de desculpas, pois é preciso estipular quando eles realmente devem ser utilizados para não se tornarem banais. Também não vou lhe lançar novamente os meus argumentos, para que não lhe canse os ouvidos, afinal de contas a você não foi dado o dom de compreender o outro. Sempre leva em consideração apenas os seus sentimentos, suas visões sobre os fatos. Não passarei mais de uma hora com você ao telefone, ouvindo palavras de indignação que tanto magoam e me fazem sentir como se nada do que eu fizesse ou acreditasse valesse à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas opiniões são divergentes. Somos diferentes. Acreditamos em coisas distintas. Temos valores diversos e conferimos importância a situações também diversamente. Por isso, não vou mais dar “murro em ponta de faca”, já que nada do que falarmos um para o outro vai nos convencer se estamos errados ou não, ou, ainda, que não há erro, apenas opiniões divergentes. Então lhe dou duas alternativas: a separação ou... que deixemos toda essa leseira de lado e nos amemos loucamente, que amar é complicado mesmo. Todo mundo sabe que vai estressar, ganhar uma gastrite e viver sob o risco de conquista um adereço indesejado - mas eterno - em cada lado da testa. Fazer o que, não é? Amar é essencial e....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cremilda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Se você fosse Joelienson o que responderia à Cremilda?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-3920705591828064880?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/3920705591828064880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=3920705591828064880' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/3920705591828064880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/3920705591828064880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/12/carta-joelielson.html' title='Carta a Joelielson'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sx6dISzOsbI/AAAAAAAAAGM/mfEVjp51wVw/s72-c/carta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-8152484030654508919</id><published>2009-11-29T05:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T05:58:13.886-08:00</updated><title type='text'>Trilha sonora da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SxJ9DS-7afI/AAAAAAAAAGE/zMxbUQJpTXg/s1600/Clave_de_Sol1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409523598014245362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SxJ9DS-7afI/AAAAAAAAAGE/zMxbUQJpTXg/s320/Clave_de_Sol1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Alguns momentos parecem ter trilha sonora própria. Quando se vive algo intenso e do nada se ouve AQUELA música, pronto! Basta as primeiras notas invadirem as cavidades auriculares para que as lembranças e sentimentos vividos naquele instante saltem da mente e nos inunde. A música nem sempre precisa ter a ver com a ocasião para causar esse efeito. Mas, na verdade, o que acontece em geral é o contrário. Quem ouve a música e vive o momento sempre acha que palavras e fatos parecem se combinar magicamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Costumo dizer que cada vida tem uma trilha sonora especifica. Música dá emoção aos momentos, traz recordações por vezes boas, por vezes ruins. Nos faz lembrar que não somos apenas meros animais racionais, mas portadores de algo misterioso, que muitos chamam de alma. A música, simplesmente, toca a alma de quem ouve. Já vi os olhos da minha mãe marejarem ao ouvir Mania de Você, de Rita Lee, que lembra certa noite da década de 70 e certo beijo de amor. Ou ainda, irmãos da igreja chorando como bebês, não pelas “palavras divinas” do pastor, mas por ouvir os primeiros acordes do hino de louvor emocionante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que seria da vida sem a música? Ela torna os momentos mágicos inesquecíveis. Definitivamente, música é magia. Escrevo essas palavras ouvindo The Greatest, de Cat Power, do filme My Blueberry Nights (para vê-la clique &lt;a href="http://letras.terra.com.br/cat-power/377798/traducao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Ela foi minha música tema de uma noite solitária em um quarto de hotel de Brasília. Melodia e melancolia que marcaram um momento de solidão bastante produtivo. A voz suave e doce da cantora, as notas, arranjos... parecem me conduzir àquela noite. Quase me sinto como se estivesse lá, ainda enrolada na toalha, depois de um banho quente, pensando na vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-8152484030654508919?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/8152484030654508919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=8152484030654508919' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/8152484030654508919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/8152484030654508919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/11/trilha-sonora-da-vida.html' title='Trilha sonora da vida'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SxJ9DS-7afI/AAAAAAAAAGE/zMxbUQJpTXg/s72-c/Clave_de_Sol1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-3900140523735646043</id><published>2009-11-25T16:37:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T16:43:06.582-08:00</updated><title type='text'>Nem parece Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sw3O3d-8zlI/AAAAAAAAAF8/5fehHKY5BAU/s1600/Bras%C3%ADlia+002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408206179878620754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sw3O3d-8zlI/AAAAAAAAAF8/5fehHKY5BAU/s320/Bras%C3%ADlia+002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tive a primeira impressão da capital do Brasil ainda no avião. Era quase 20h – uma hora a mais da que seria em Recife, por causa do horário de verão -, quando lá no chão começaram a surgir as primeiras luzes típicas a ambientes urbanos. Perfeitamente enfileiradas, algumas estavam estáticas, provavelmente provenientes de postes, enquanto outras se movimentavam de maneira ordenada, tranqüila, em cima de largas e longas avenidas. Naquele momento, Brasília se mostrou uma cidade distinta de todas as que eu já havia conhecido - uso a palavra distinta para não dizer estranha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Lá tudo é esquizofrenicamente organizado. Cada área de Brasília tem um setor especifico: dos hotéis (Setor Hoteleiro Norte/Sul), das lojas (Setor Comercial), dos bancos (Setor Bancário), das construções que são símbolo do poder brasileiro (Setor Monumental), tem até o setor das gráficas, onde ficam os jornais diários (Correio Brasiliense, Jornal de Brasília, Imprensa Nacional). Não há nome de ruas, avenidas, números de imóveis. Os endereços são quase equações de segundo grau. Os carteiros precisam se virar para decifrar números e letras de quadras. L2, W3 Sul, Quadra 6 SHS, etc. Definitivamente, Brasília, de uma organização impecável, foi projetada, metro a metro, para ser a sede do poder da república.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A organização não é só física, mas estrutural. Enquanto em Recife há um amontoado de casas em cima de morros, bandidos esperando na esquina para dar o bote, um trânsito infernal, engarrafamentos intermináveis e motoristas mal educados. Características típicas de uma cidade antiga, que se expandiu (e se expande) de maneira natural e desordenada. Em Brasília as pessoas são sempre solicitas e gentis. Todos ligam a seta do carro e param na faixa a mínima manifestação de interesse de um pedestre em atravessar a rua. Como pode? Faltam buracos nas vias. Tudo é bem cuidado, limpo. Não há mau cheiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até o metrô parece ser novo apesar de ter sido inaugurado a mais de sete anos. Vi, em uma das estações de metro que dá acesso a uma das maiores cidades-satélites do Distrito Federal, Ceilândia Centro, uma pintura exposta do lado de fora. Fiquei impressionada. Como pode estar limpa, conservada, sem nenhuma marca de pichação ou rasura, se ela está do lado de fora da estação?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tanta organização me causou um imenso tédio. Não há pessoas andando à noite nas quadras do chamado Plano Piloto (Brasília propriamente dita). Nem bares em cada esquina. Nem fiteiros onde se podem comprar cigarros. A boemia brasiliense também é restrita a um setor, que não tive a oportunidade de conhecer. O máximo que vi foi um espetinho camarada próximo a um posto de gasolina. Nada de boys de posto e piriguetes. Só senhores e amigos relaxando depois de um longo dia de trabalho. Cidade estranha, quase surreal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas, é claro que Brasília não é perfeita. Características sociais típicas dessas cidades desse Brasilzão velho sem porteira já começaram a surgir pelas ruas bem projetadas da cidade. Mendigos, drogados, desigualdades sociais. O fenômeno da expansão urbana e todos os problemas que ele traz, já começou a dar seus primeiros sinais na idealizada capital projetada por Niemeyer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-3900140523735646043?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/3900140523735646043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=3900140523735646043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/3900140523735646043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/3900140523735646043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/11/nem-parece-brasil.html' title='Nem parece Brasil'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sw3O3d-8zlI/AAAAAAAAAF8/5fehHKY5BAU/s72-c/Bras%C3%ADlia+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-644728651635528050</id><published>2009-10-29T16:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T17:10:20.077-07:00</updated><title type='text'>Conhecidas estranhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Suot8Mq7FgI/AAAAAAAAAFs/u_DIEVjEhlg/s1600-h/Z1ahnatj.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 119px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Suot8Mq7FgI/AAAAAAAAAFs/u_DIEVjEhlg/s320/Z1ahnatj.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398177615573620226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;Estava quase bêbada, voltando para casa em um “busão” lotado, em pleno sábado à noite. Mesmo lá, no ruge-ruge, as lembranças recentes dos melhores momentos daquela noite foram suficientes para me absorver. Ainda era cedo para voltar para casa, o que deixou, pelo menos em mim, a vontade de repetir a dose. Logo eu que não consigo prender amizades duradouras – apesar de, muitas vezes, supervalorizá-las –, me senti estimulada a conservar duas que haviam desaparecido, ainda na minha adolescência perdida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Suouhv4u02I/AAAAAAAAAF0/NsX9zN8OrsY/s1600-h/Zpbsmqj.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 119px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Suouhv4u02I/AAAAAAAAAF0/NsX9zN8OrsY/s320/Zpbsmqj.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398178260681937762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;Encontrar duas velhas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;conhecidas (depois de anos, quase estranhas) foi mais do que me permitir a um momento nostálgico, de culto ao passado. Para minha surpresa, entre copos de cerveja (e Pitu Cola), hippies galanteadores, bandas de garagem de terceira categoria e beldades do interior, a mesma cumplicidade e sintonia continuavam presentes entre nós. Ao contrário do que pensei (confesso!) as conversas não se resumiram aos personagens dos anos de colégio ou aos rumos que a vida havia tomado desde a última conversa (há quanto tempo foi?). Esses assuntos, como de praxe, se fizeram presentes na mesa de bar, mas não só eles. Voltamos a tricotar, trocar figurinhas, falar de sacanagem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;Tudo tão igual e ao mesmo tempo tão diferente. Os sorrisos, trejeitos, a velha cumplicidade eram as mesmas, mas a personalidade das três (e ainda há uma quarta), nossa, como mudou. Quem era devassa, metida a maconheira, se tornou compenetrada, estudiosa. A amiga-mãe, sempre séria, pronta para dar conselho, estava lá, esbanjando sensualidade, bebendo para não dar gosto às lágrimas de quem havia perdido um amor. Já eu, a velha menina sóbria, de roupas atacadas e um vocabulário de fazer gosto a qualquer religiosa - segundo elas próprias disseram -, me tornei uma jovem de boca suja, que adora duplos sentidos e que, naquela noite, só não bebeu mais porque voltou cedo, de busão lotado, para casa. As velhas afinidades que nos unia no colegial talvez não existam mais. Mas acho que, naquela noite, descobrimos inúmeras outras que nos tornam próximas, praticamente iguais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;É interessante demais se perceber crescendo. E mais do que isso. É interessante ver que personagens do passado também cresceram junto, amadureceram o jeito de perceber o mundo, mudaram de perspectivas, alcançaram novos caminhos. É o velho ciclo da vida. Hoje todas nós estamos no mesmo barco: tentando alcançar o nosso espaço do mundo dos adultos. Quando será o próximo encontro? Não sei ao certo (se depender de mim será o mais breve possível). Apenas sei que o de sábado à noite, apesar de curto, terá um lugar reservado na memória. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" id=":3z" class="ii gt"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-644728651635528050?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/644728651635528050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=644728651635528050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/644728651635528050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/644728651635528050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/10/conhecidas-estranhas.html' title='Conhecidas estranhas'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Suot8Mq7FgI/AAAAAAAAAFs/u_DIEVjEhlg/s72-c/Z1ahnatj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-6039311449449162860</id><published>2009-10-20T15:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T16:10:01.697-07:00</updated><title type='text'>Cresci, ó!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FOv7LbXLtik/SlnNpEeT-4I/AAAAAAAAACA/heZ85hSb1q4/s320/medir-altura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 293px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FOv7LbXLtik/SlnNpEeT-4I/AAAAAAAAACA/heZ85hSb1q4/s320/medir-altura.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não há nada mais complicado do que crescer. Não falo de esticar ossos e músculos, mas de crescer como ser humano, deixar de ser criança, adquirir responsabilidades. Nascer, crescer, reproduzir e morrer. Ô ciclo de vida cruel. Quanto mais os dias se passam, mais se chega perto do proximo ciclo - no meu caso reproduzir e morrer, pois apesar dos meus 1,54 metros, posso dizer que já cresci. Sei que cresci porque todas as manhã quando saio de casa levo um fado pesado nas costas, mais volumoso do que a mochila que costumava carregar na época de escola: a obrigação. Obrigação de levantar cedo todos os dias para garantir, não mais o conhecimento escolar primitivo, mas o pão de cada dia, a bufunfa para pagar as contas o "faz-me-rir" que custeia as cachaças de fim de semana. Filas de banco, broncas de chefe, desabafos no banheiro do trabalho. Tudo isso virou rotina. É preciso conviver com uma hierarquia mais intolerante. Xingar o professor na frente de todos, no meio da sala de aula, pode render, no máximo, uma suspensão. Em muitos casos, apenas afrontar (ou discordar) do chefe, se não é um passaporte para o olho da rua, são "milhas aéreas" garantidas para uma viagem, sem volta, do grupo dos empregados para o dos desempregados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quanta saudade tenho da época da escola. As vezes sinto vontade de bater nos ombros de um desses jovens fardados nas paradas de ônibus e perguntar se eles querem trocar de lugar com uma jornalista recém-formada, que, apesar de ter apenas 9 meses de formação, já trabalha na área. Nesses momentos, não me passa pela cabeça o ordenado no final do mês, nem as conquistas que já obtive em tão pouco tempo de profissão. Quando vejo aquelas garotas com sardas nos rostos e cardernos nas mãos penso que queria só estudar. Paquerar os "filézinhos" da escola. Sair mais tarde do colégio só pelo prazer de jogar volei com os companheiros de sala (aqueles que, hoje, quando passam por mim dão a egípcia). Queria ter tempo para me dedicar a livros, fazer dança de salão no final da tarde, chegar em casa a tempo de assistir a novela das 18h. Queria acordar no meio da noite no sofá, com minha mãe me sacundindo os ombros, com um copo de leite quente nas mãos, me oferecendo carinho e aconchego através daquele pequeno gesto. Como tenho saudade das férias de verão, nas praias e farras com primos e tios. Como eu era irresponsável! Tenho saudade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Planos, projetos, sonhos. Quanta autonomia. Dá medo poder ser qualquer coisa que eu quiser. Não tenho medo de sofrer. Tenho medo de nadar, nadar e morrer na praia. Medo de olhar para mim mesma, já bem próxima do último ciclo dessa vida cruel, e constatar que nada de importante construí. Ver que não fui profissional, mãe, mulher, companheira, amiga... Fui só uma árvore sem graça na beira da estrada que nasceu, cresceu, reproduziu, envelheceu e morreu, sem ninguém perceber a beleza do seu verde, o aconchego da sua sombra, o cheiro agradável das suas folhas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-6039311449449162860?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/6039311449449162860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=6039311449449162860' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6039311449449162860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6039311449449162860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/10/cresci-o.html' title='Cresci, ó!'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FOv7LbXLtik/SlnNpEeT-4I/AAAAAAAAACA/heZ85hSb1q4/s72-c/medir-altura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-2039155815356167978</id><published>2009-08-06T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T13:02:51.139-07:00</updated><title type='text'>Deus Grego</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sns2tOrhJsI/AAAAAAAAAFc/mTizSoLZOI8/s1600-h/00003v.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sns2tOrhJsI/AAAAAAAAAFc/mTizSoLZOI8/s320/00003v.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366943531604715202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em um corredor qualquer, de alguma instituição de ensino superior, avistei um deus grego. Ele estava estático, de costas para as pessoas que, apressadas, passavam pelo local, em direção às salas de aula. Lá no 5º andar do prédio, ele ora admirava o movimento do térreo, ora reparava nos pingos de chuva que caiam do céu. Não pude ver o seu rosto, mas isso não me impediu de reparar na sua estrutura física. Alto, não muito musculoso, tinha os ombros largos, as panturrilhas bem definidas. Me fascinou o contorno da sua cintura em direção ao quadril, revelando uma protuberância posterior. Tudo estava exatamente no seu lugar, em tamanhos e formatos adequados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Meus olhos se fixaram naquela figura estática de tal forma que me senti constrangida em admirar sua beleza. Me senti quase um homem, reparando em contornos de alguém que eu não conhecia. Quase, porque não tive pensamentos nem proferi palavras de cunho libidinoso. Foi invadida apenas por uma admiração pela figura masculina que estava ao alcance dos meus olhos. Fiquei perplexa com a constatação de que homens e mulheres enxergam de maneira diferente o corpo do sexo oposto (ou do mesmo sexo, se for o caso).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não que mulheres sejam de Vênus e homens sejam de Marte, ou que só homens façam sexo e mulheres amor. Não existem rótulos, apenas conceitos moralmente construídos. Creio que se em vez de um deus grego fosse uma Afrodite encostada na parede, os homens que passariam por ela também reparariam na sua bela forma física. Se estivessem em turma, comentariam uns com os outros. “Vai ser gostosa assim lá em casa!”, diria o mais espalhafatoso do grupo. Se no caso fosse um grupinho de mulheres, com certeza se ouviriam risadinhas discretas e olhares indiscretos. Viva a revolução feminista!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em investigações quase antropológicas, pude constatar que para os homens uma mulher considerada “gostosa” precisa generosos três B’s: bunda, busto e buc... Quanto maior e proporcional, melhor. Mulheres não são tão prosaicas. Existe um conjunto de critérios subjetivos para enquadrar um homem como bonito. Há quem se amarre em homens com uma “barbinha por fazer”, sujinhos, engomadinhos, maconheiros, skatistas, tatuados... Tem até quem goste de bigodes melados de sopa (eca!) e barrigas de chopp. Há quem goste de contornos, de tamanhos ou deem mais preferência a desenvoltura. E se tiver um bom papo, as mulheres caem feito patinhos de parque de diversões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nada como uma “pala” bem elaborada. Esse é o segredo daqueles que não possuem os atributos do deus grego citado acima. Mas nesse caso, é preciso estar atento às palavras, pois o tiro pode sair pela culatra, afinal, ninguém quer ser um 28 (eita, essa é outra história!). E até para os 28s há um chinelo para o pé cansado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Se engana quem pensa que as mulheres são mais santas que os homens. A única diferença é que os másculos são mais escrachados. Já as moças, em geral, preferem medir as palavras, exceto em conversas de banheiro, aconteçam elas em bares e boates ou no local de trabalho. Para as mulheres o corpo do outro atrai, mas não só ele. Existe toda uma aura que o envolve, capaz de encobrir defeitos e imperfeições (e até feiúra). Ainda não há no dicionário uma palavra que possa defini-la. Costumam chamá-la de charme, borogodó e substantivos afins.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-2039155815356167978?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/2039155815356167978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=2039155815356167978' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2039155815356167978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2039155815356167978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/08/em-um-corredor-qualquer-de-alguma.html' title='Deus Grego'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sns2tOrhJsI/AAAAAAAAAFc/mTizSoLZOI8/s72-c/00003v.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-2522714908047994630</id><published>2009-07-28T04:08:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T04:11:53.968-07:00</updated><title type='text'>Beldades “norte-americanas”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sm7csudqWzI/AAAAAAAAAFU/VXErlbpiE9c/s1600-h/moda_5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sm7csudqWzI/AAAAAAAAAFU/VXErlbpiE9c/s320/moda_5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363466867189635890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Botas de cano longo enfiadas em calças jeans modelo skinny. Sobretudos de diversas cores. Grossas meia-calças pretas, combinando com vestidos de manga comprida. Cachecóis, luvas, gorros. As “modelos” que desfilavam pelas ruas de Garanhuns, município localizado no agreste pernambucano, sempre com suas madeixas enchapeadas, eram profundas conhecedoras das tendências de moda da atual estação. Os modelitos e combinações não ficavam devendo às cidadãs do hemisfério norte. Olhar para elas lembrou-me as senhoras que aparecem nos filmes natalinos norte-americanos ou europeus. Só faltou a neve para completar o cenário. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Neve, em pleno agreste pernambucano? Impossível. Mas juro que fiquei esperando os primeiro flocos caírem do céu, só de olhar para as moças que lotavam as ruas de Garanhuns. No entanto, havia algo de estranho naquela atmosfera de cidade pernambucana com ares de sulista: a temperatura sentida pelas “modelos” enchapeadas, que caminhavam em direção aos palcos do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG, para os íntimos). Com certeza aquela temperatura não era a mesma que eu estava sentindo. Das duas uma: ou eu havia contraído uma doença rara, que comprometia a percepção da temperatura ambiente, ou aquelas moças. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu estava lá com o meu casaquinho modesto, calça jeans, sapatilha e uma batinha indiana que completava o meu look despojado, mas bastante nordestino, e comecei a me sentir estranha perto daquelas “beldades norte-americanas”. Não estava tão frio assim. Em alguns momentos, o vento frio batia e dava um arrepiozinho gostoso na espinha. Haja casaco! Mas em outros momentos um calor infernal me inundava. Vontade de tirar até a blusa e deixar a garoa que caia sob o céu da “Suíça Pernambucana” me refrescar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lá na Esplanada Guadalajara, enquanto eu cantava e dançava embalada pela voz e guitarra de Jorge Ben Jor, morrendo de sede e inundada pelo calor humano que emanava das pessoas que estavam ao meu redor, “modelos” atacadas com seus sobretudos desfilavam. “Licença, por favor!”, falavam com a voz fininha. Juro que por um instante pensei ter ouvido um “Excuse me, please!”, pois, para mim parecia que elas estavam passeando pelo Central Park, em pleno inverno nova-iorquino. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-2522714908047994630?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/2522714908047994630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=2522714908047994630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2522714908047994630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2522714908047994630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/07/beldades-norte-americanas.html' title='Beldades “norte-americanas”'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sm7csudqWzI/AAAAAAAAAFU/VXErlbpiE9c/s72-c/moda_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-549404751821243597</id><published>2009-07-23T16:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T17:05:46.764-07:00</updated><title type='text'>Amigo que é amigo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Smj6XEFfjII/AAAAAAAAAFM/YxoKiKIJUB8/s1600-h/amigos-121.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361810630525291650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Smj6XEFfjII/AAAAAAAAAFM/YxoKiKIJUB8/s320/amigos-121.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não sou uma pessoa de muitos amigos. Conto nos dedos as pessoas que se interessam pela minha vida, na mesma intensidade que eu me interesso pelas suas. E quando digo interesse não estou me referindo a vontades particulares ávidas por satisfação. Falo da necessidade de saber tudo sobre a outra pessoa, até coisas simples como a última boisinha (ou boisinho) que ela paquerou, ou as coisas que fez no dia anterior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esse tipo de interesse é o termômetro da amizade. Se uma pessoa passa semanas sem ligar ou se lembra de você só para “tomar uma” em algum fim de semana, ela não é sua amiga. No máximo gosta da sua companhia, de rir das suas tabaquices. Nada mais. E não adianta colocar a culpa na falta de tempo ou no celular sem crédito. Quem é amigo se coça quando não tem noticias do outro. Manda até sinais de fumaça para saber sobre como anda o amigo. Liga para você só por ligar, para falar besteira, dizer oi, manda mensagem para marcar um cineminha, não pelo filme, mas pela necessidade de se estar perto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando duas pessoas são amigas, o interesse é tanto que existe até o interesse pelo silêncio do outro. Você sabe quando é amigo de alguém quando pode andar lado a lado com essa pessoa, sem sentir necessidade em preencher o silêncio entre as falas com um papo furado. Amigo que é amigo se sente bem em não ter nada a dizer e está feliz apenas por curtir a presença do outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Amigo que é amigo, nunca deixa de se interessar pela vida do outro, mesmo quando alguma discórdia os torna quase inimigos. Sempre pergunta a um amigo comum sobre ele. A pergunta “E Fulano? Como é que tem passado”, está sempre acompanhada por uma dor no peito e um sentimento que beira a saudade dos tempos que não voltam mais. Para mim, esse interesse é a essência da amizade, até mesmo quando ela não existe mais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-549404751821243597?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/549404751821243597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=549404751821243597' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/549404751821243597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/549404751821243597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/07/amigo-que-e-amigo.html' title='Amigo que é amigo...'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Smj6XEFfjII/AAAAAAAAAFM/YxoKiKIJUB8/s72-c/amigos-121.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-9051158955944873334</id><published>2009-07-16T17:49:00.000-07:00</published><updated>2009-07-16T17:59:26.122-07:00</updated><title type='text'>Hora do Lanche</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sl_MO45sFzI/AAAAAAAAAFE/PoJ1PKPtGeg/s1600-h/big_mac.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359226637758764850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sl_MO45sFzI/AAAAAAAAAFE/PoJ1PKPtGeg/s320/big_mac.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quatro horas da tarde. O estomago começar a roncar e logo uma saliva espumada inunda a boca. Já se passaram quatro horas desde que o último grão de arroz integral tocou as paredes estomacais. Fome. Não a fome dos garotinhos magros que vivem no continente africano. Fome de besteira. Fome de milk shake, de esfoliados, salgadinhos, coca-cola. Fome de pedir um delivery. Fome de ligar, ouvir a doce voz da atendente dizer “Pois não, senhora. Em que posso ajudar?” e logo em seguida pedir aquele duplo-cheddar-bacon-salada (a salada é para tapear, dar um ar de natural, saudável).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tenho fome de fast food. De comer na McDonald’s, mesmo odiando os hamburguers e todas aquelas ofertas especiais (dois hamburguers, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e pão com gergelim). Fome de milk shake de ovomaltine de 700 ml, do tipo que você sabe que não agüenta tomar, mas mesmo assim aceita a dica do bondoso vendedor que lhe oferece mais 200 ml com um acréscimo de apenas R$1,00.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sou da geração Super Size Me. Aprendi desde pequeninha que se deve comer o mais gostoso e não o mais nutritivo, a apreciar uma boa pizza inteira grande e não apenas uma fatia fina. Aprendi que no dia a dia é legal comer batata fria na hora do almoço, com uma carne bem gorda, passada no óleo. Arroz integral, barrinhas de cereal, frango grelhado era comida destinada a pessoas que acabaram de ter uma cagan... infecção intestinal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Reeducação alimentar. Palavras bonitas, que chegam até a ser elegantes. Dizer “estou passando por um processo de reeducação alimentar” soa bonito, saudável, louvável. Todos dão apoio, mesmo que não sejam adeptos a nova conduta. Ninguém imagina o calvário de negar um pedacinho de bolo de chocolate, de ver uma pizza com borda de catupiry, cheia de queijo e calabreza, de ver uma garrafa de coca-cola da pequena bem gelada, toda suadinha, e dizer “não, muito obrigada. Eu não gosto”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Comer (errado, diga-se de passagem) é como um vício. Quanto mais ravioli se come, mais se quer, até que o estomago esteja entupido e chegue o dia seguinte. Ela aumenta o peso, deixa a pessoa feia, deformada, com depressão, baixa auto-estima, com a sensação de que o estômago está sempre vazio. Dá uma vontade louca de tomar um sorvetinho, comer um croissant. Depois bate aquela culpa, uma vontade de botar tudo para fora, de parar de comer pelo resto da vida. Maldito ciclo vicioso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;***O texto é meu, mas é inspirado no Diário de um Gordo (em dieta), do JC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-9051158955944873334?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/9051158955944873334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=9051158955944873334' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/9051158955944873334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/9051158955944873334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/07/hora-do-lanche.html' title='Hora do Lanche'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sl_MO45sFzI/AAAAAAAAAFE/PoJ1PKPtGeg/s72-c/big_mac.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-681810849171307163</id><published>2009-07-05T13:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T14:21:21.614-07:00</updated><title type='text'>Só o que há no meio das pernas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SlEXUD2zTJI/AAAAAAAAAE8/HfaMTNeErVk/s1600-h/pai_e_filho11.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355087065320213650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SlEXUD2zTJI/AAAAAAAAAE8/HfaMTNeErVk/s320/pai_e_filho11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um dia desses bateu uma vontade de andar, de esticar as pernas, mesmo que sob o sol do meio dia, em plena Conde da Boa Vista congestionada. Sentir o suor escorrendo pelo rosto, ganhando costas e curvas, muitas vezes, pode ser redentor. Poderia ter pego um ônibus e chegado ao meu destino com minutos de vantagem. Mas vi a via clara, iluminada pelo sol escaldante e as pessoas que, apressadas, nela transitavam, sem se preocuparem com a vida alheia, com expressões neutras e pensamentos indecifráveis. Decidi fazer meu trajeto a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a corpos apáticos e misteriosos, vi uma mulher e um homem conversando, abrigados pela sombra gentil de uma árvore, cujo verde contrastava com a dureza do asfalto da grande cidade, numa tentativa de tornar o ambiente mais humano e agradável. O homem tinha a cabeça baixa e ouvia atentamente a mulher que punha um dos dedos indicadores em seu rosto. “Fulano, ela é sua filha. Quando você chegou para ela e disse ‘toma, esse é o presente de papai?’, nunca”, dizia a mulher transtornada. Assim como o restante das pessoas, continuei caminhando na minha vida particular, achando intrigante alguém expor seus desafetos daquela maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela cena se fixou em minha mente durante um longo tempo. De alguma forma me vi refletida naquela situação. As nossas vidas são tão fechadas, quase escondidas. Nossos sentimentos guardados a sete chaves. Estranhamente, admirei aquela mulher. Como em algumas situações gostaria de gritar, me expor, de apontar falhas e de me dar o direito de não perdoar. Já do homem, não senti nem um filete de pena ou compaixão. Aquela cabeça baixa e olhos marejados não me enganam. Já vi esses sinais antes. Puro remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dizia uma sábia sogra: “Homem só ama o que tem no meio das pernas”. Radical? Talvez. Mas o fato é que, na maioria dos casos, o homem não ama o filho, não como a mãe o ama. Só se importa com ele quando a relação com a mãe está as mil maravilhas, quando o senso de pertença àquela família é forte o bastante. Porém, basta haver uma separação e a presença de outro alguém, para que a prole seja colocada em segundo plano (quem dirá terceiro ou quarto?). E quando a separação envolve a construção de outra família a coisa complica ainda mais. Os filhos passam a ter o título de “do primeiro casamento”, aqueles que vêem o pai apenas nas datas comemorativas e nos aniversários, ou nem isso. Mas na conta da mamãe, todo mês, o extrato mostra a religiosa pensão alimentícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bendita pensão os torna imunes a qualquer arrependimento em relação aos filhos “do primeiro casamento”. Ele já manda o dinheiro (obrigado ou não pelo juiz), o que mais os pivetinhos iriam querer? O que mais seria importante? Os “pais” juram que não sabem, mas na calada da noite, quando reclinam a cabeça sobre o travesseiro um sentimento negativo o invade. É o remorso, descrito na expressão daquele homem cabisbaixo, no momento em que era acusado pela mulher da negligência em relação à filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No futuro, quando estiver na roda de amigos, aquele “pai” certamente vai se orgulhar da filha, quando ela já estiver formada e com a vida estruturada. Vai se gabar, apesar de não ter nenhuma participação naquele resultado. Mas o título, o reconhecimento, vai para a mãe. Aquela que fez cena em plena Conde da Boa Vista, exigindo mais atenção à filha. Para ela, meus parabéns. A ele, desejo que seja invadido pelo remorso até o fim dos seus dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-681810849171307163?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/681810849171307163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=681810849171307163' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/681810849171307163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/681810849171307163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/07/so-o-que-ha-no-meio-das-pernas.html' title='Só o que há no meio das pernas'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SlEXUD2zTJI/AAAAAAAAAE8/HfaMTNeErVk/s72-c/pai_e_filho11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-6926012682076081323</id><published>2009-06-24T11:42:00.001-07:00</published><updated>2009-08-04T16:06:08.642-07:00</updated><title type='text'>Um sentimento chamado solidão</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;A luz amarelada do poste entra pelo apartamento através da janela, iluminando vagamente os poucos móveis existentes na sala. A pouca luz mostra apenas o contorno da desorganização do espaço. Roupas em cima do sofá, copos sujos e embalagens de pizza espalhados pelo centro e, na banca do telefone, um cinzeiro cheio de pontas de cigarro mergulhadas em cinzas. A sala tinha poucos móveis. Fora o sofá, o centro e a banca do telefone, apenas uma raque pequena, uma TV velha e um tapete empoeirado faziam parte do ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho da fechadura destrancando a porta quebrou o silêncio perturbador do apartamento, localizado no 6º andar, que, esporadicamente, era interrompido apenas pelo ronco do motor de algum veiculo que transitava na via pouco movimentada - mas que dava acesso a uma das grandes avenidas do bairro. Através da porta surge a silhueta de uma mulher magra, alta, com um corpo escultural para os seus quase 30 anos. A luz da rua a ilumina fracamente. Ela veste uma calça jeans que ajuda a tornear ainda mais os seus contornos, uma blusa vermelha com um ousado decote nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, ela de desfaz do salto que está usando e segue em direção ao armário. Uma garrafa de whisky é aberta e a ponta do cigarro recém fumado se junta às outras, amontoadas no cinzeiro. Mais um cigarro é acesso enquanto ela liga a televisão e se acomoda entre as roupas espalhadas pelo sofá. Mas na TV nenhuma imagem aparece. Dela sai apenas um branco borrado causado pela falta de sintonia e um chiado contínuo, que por um segundo chega a atrapalhar a quietude do ambiente, mas logo se mistura a aura da sala. Ao sentar no sofá, a mulher tem o rosto iluminado pela a luz vinda do aparelho, mostrando a maquiagem borrada e as lágrimas que ainda jorram do seu rosto perfeito. “Renné, você é um lixo”, sussurrava a mulher sem pretensão de conter as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, a certeza da solidão tomou conta do coração de Renné. Ela não tinha ninguém que pudesse contar. Não tinha país, parentes, amigos, filhos, marido. Os irmãos a odiavam. Restavam apenas os colegas de trabalho, cuja relação se resumia a processos e petições. Ela tinha acabado de chegar de uma das confraternizações do escritório. Durante toda a festa ninguém se sentou em sua mesa para puxar papo, nem retribuiu satisfatoriamente ao seu sorriso amarelo. Apesar da sua boa forma física nenhum homem havia lhe chamado para dançar. Estava rodeada de pessoas, mas estava só, do mesmo jeito que se sentia agora acomodada no sofá velho da sua sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renné lembra da morte dos pais, da briga com os irmãos pela divisão justa da herança modesta que eles haviam deixado. Lembra das vezes que tentou reunir a família, deixar de lado as confusões geradas pelo dinheiro. Tudo vão. Acabou sem nada e sendo odiada pelos três (uma irmã e dois irmãos). Lá sentada no sofá, agora tentando enxugar as lágrimas, Renné se deixa levar por uma lembrança. Uma vinda da época em que estava entrando na adolescência.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-6926012682076081323?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/6926012682076081323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=6926012682076081323' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6926012682076081323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6926012682076081323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/06/setimento-chamado-solidao.html' title='Um sentimento chamado solidão'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-4317299528615242750</id><published>2009-06-24T11:40:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T16:06:44.145-07:00</updated><title type='text'>Um sentimento chamado solidão II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Na casa modesta localizada no subúrbio, uma festa de aniversário era realizada. Sua irmã mais velha estava fazendo 15 anos. Como o seu pai não tinha dinheiro para pagar por um baile de debutantes juntou toda família em torno da mesa para partir um imenso bolo de chocolate, alguns doces e salgados, preparado pela mãe, para comemorar a data. Som alto, bebida para os adultos, refrigerante para as crianças, todos se divertiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de garotas fofocava no canto da sala, rindo dos garotos que brincavam com a comida do outro lado do ambiente. Renné tentou se enturmar, rir das piadas, falar abobrinhas, mas ninguém parecia se interessar com a sua presença. Era invisível, até na sua própria casa. Ninguém percebeu quando ela saiu pela porta e ganhou a rua. Uma garoa caia, fazendo a noite ficar ainda mais fria. Renné se sentou na calçada molhada, deixando as gotas de chuva cair sobre o seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir o corpo molhado e as lágrimas se misturarem água que vinha da chuva lhe deram uma estranha sensação de desabafo. Ali estava ela como era, solitária, acompanhada apenas pela sua dor. Lá, ela estava longe dos olhos das pessoas, poderia chorar sem ser incomodada, sem que os outros sentissem pena da “pobre Renné”. Lá, sentada na calçada, a jovem Renné sentiu uma mão lhe afagar. Era sua mãe, que sem julgamentos a envolveu em um longo abraço, oferecendo um guarda-chuva. Renné se sentiu protegida, salva. A mãe era a única que a enxergava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Renné sentia falta da mãe agora. Como ela queria aqueles braços acolhedores envolvendo o seu corpo, demonstrando que alguém se importava com ela. As lágrimas rolam descontroladas pelo rosto de Renné. Ela estava só no mundo, sempre esteve. A garrafa de whisky estava vazia, percebendo isso, Renné foi ao armário em busca de outra bebida. Não havia mais whisky, só vodka. Ela pega a garrafa e segue em direção ao banheiro. Talvez se tomasse um banho, aqueles pensamentos desceriam junto com a água. Queria a todo custo afastá-los de sua mente.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-4317299528615242750?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/4317299528615242750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=4317299528615242750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/4317299528615242750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/4317299528615242750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/06/setimento-chamado-solidao-ii.html' title='Um sentimento chamado solidão II'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-6750004481615545356</id><published>2009-06-24T11:36:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T16:06:58.863-07:00</updated><title type='text'>Um sentimento chamado solidão III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Renné cambaleia. Se o banheiro não fosse tão apertado possivelmente teria caído e batido a cabeça no box. O ambiente é sujo, apesar das paredes brancas. Faltam azulejos. A pia está suja de restos de escovações anteriores e o espelho velho já mostra sinais de desgaste. Renné fica apenas com as roupas intimas. Uma linda lingerie preta de renda, deixando a mostra suas curvas. Ela se olha no espelho e nesse momento percebe a maquiagem borrada pelas lágrimas derramadas. Quão desgraçada era sua vida. O reflexo mostra a Renné a mulher infeliz que é e revela os traços da garotinha infeliz que era. O desespero toma conta da jovem mulher, que esmurra o espelho com uma das mães, espalhando sangue na superfície do objeto e descendo pelo seu braço nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desiste de tomar banho, pois não queria esquecer, não dessa vez. Não queria fingi que estava bem, que se sentia feliz com toda aquela solidão. Uma chuva fina caia sobre o bairro. As gotas entravam pela grande janela da sala. A chuva convida Renné. Ela caminha em direção à janela e, apesar do frio, deixa o corpo seminu entrar em contato com as gotas que entravam pela janela. Sem entender como, Renné já se viu sentada na janela, com as pernas para o lado de fora do apartamento. A sensação era a mesma que havia sentido quando era apenas uma garota, no dia da festa de 15 anos da irmã. Se sentia vazia, invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da janela, ela observa os apartamentos dos outros prédios vizinhos. Aquela hora da madrugada, alguns ainda estavam acessos. Em um observou uma mãe ninando o seu bebê. No outro um casal trocava carícias na varanda. Em outros pai e filho dividiam um pote cheio de pipoca iluminados apenas pela luz vinda da televisão. Renné sabia que nunca teria uma vida como à deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levanta a cabeça e deixa as gotas mais grossas da chuva massagear a sua face. Pela primeira vez, não queria afastar os pensamentos que lhe assombravam. Sabia o que poderia ser feito para silenciar a sua dor. A chuva engrossou consideravelmente, mas Renné não parecia se importar, em vez disso, ela se pôs de pé na janela. Já não havia lágrimas. A expressão de angústia deu lugar a um rosto sereno. Renné abriu os braços e ganhou o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caiu no meio da rua pouco movimentada, chamando a atenção das prostitutas, que buscavam abrigo em fiteiro localizado na esquina com a avenida, esperando a chuva passar para ocupar o seu ponto, assim como dos taxistas a espera de clientes e de alguns vigilantes e transeuntes. Todos rodearam o corpo seminu de Renné, estendido de bruços no chão. Eles a observavam. Um taxista se pergunta o porquê de uma mulher tão bonita ter a um fim tão trágico. Os outros, no entanto, estavam mais preocupados em descobrir vestígios de um possível assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena sugeria a obviedade do fato, portanto, aos poucos os espectadores foram deixando o local para darem continuidade as suas vidas. O corpo de Renné continuou ali, sozinho, molhado pela chuva, mal iluminado pela luz do poste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;*** Colaboração de Rhammans Costa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-6750004481615545356?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/6750004481615545356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=6750004481615545356' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6750004481615545356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6750004481615545356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/06/um-sentimento-chamado-solidao-iii.html' title='Um sentimento chamado solidão III'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-6526696190920268815</id><published>2009-06-23T11:35:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T11:37:12.927-07:00</updated><title type='text'>Olha ae, Gilmar. Se candidata, realiza o teu sonho...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SkEgpyiFMJI/AAAAAAAAAEs/IRRi5co7vIs/s1600-h/profissao_reporter.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350593734604304530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 399px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SkEgpyiFMJI/AAAAAAAAAEs/IRRi5co7vIs/s400/profissao_reporter.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-6526696190920268815?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/6526696190920268815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=6526696190920268815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6526696190920268815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6526696190920268815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/06/olha-ae-gilmar-se-candidata-realiza-o.html' title='Olha ae, Gilmar. Se candidata, realiza o teu sonho...'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SkEgpyiFMJI/AAAAAAAAAEs/IRRi5co7vIs/s72-c/profissao_reporter.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-4049176115080112291</id><published>2009-06-17T12:56:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T12:20:47.506-07:00</updated><title type='text'>Setas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SjqSnEC7P-I/AAAAAAAAAEk/Jmo8wZeLUMY/s1600-h/setas.JPG"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348748707254452194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SjqSnEC7P-I/AAAAAAAAAEk/Jmo8wZeLUMY/s200/setas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A folha de papel está em branco. A caneta já afiada para traçar as primeiras linhas. A mente, no entanto, ainda não está preparada para formular sentenças coerentes, mas a vontade de dar os primeiros golpes no papel é maior do que a razão poderia explicar, então, um rabisco insano surge. Primeiro uma linha bem traçada horizontalmente. Depois, enquanto se escuta um blá-blá-blá indefinido saindo da boca do interlocutor, outra linha é desenhada estrategicamente em cima da anterior. Por último, um triângulo isósceles é colocado na extremidade das duas linhas, unindo-as. Pronto! E eis no papel branco que surge uma seta e, logo, depois de alguns minutos, ele passa a abrigar diversas outras de tamanhos e formatos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Desenhar setas é a minha mania particular, nada parecida com manias comuns a outros mortais, como roer unhas, arrancar os fios dos cabelos, "coçar a garganta", entre tantas outras. E como qualquer mania, é uma atitude inconsciente, irracional e bastante prazerosa. Lembro nos numerosos "dicks" desenhados pelo pequeno Seth de Superbad - até hoje solto gargalhadas me lembrando daquele filme. Irracional mas prazeroso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A minha mania particular é mais discreta, mas não menos desvairada. Ela é tão inconsciente que cheguei a conclusão de que a tinha um dia desses, analisando as folhas do caderno de apuração (equipamento "sofisticado" de uso jornalístico). Tomei um susto. Tive até medo. Lá estavam elas, em todas as páginas, apontando para direções distintas, às vezes acompanhadas de palavras soltas ou desempenhando sua função de indicar ligações entre termos e frases.Durante esse processo de auto-conhecimento, compartilhei a minha aflição com um colega de trabalho. "Menino, acho que eu tenho um problema. Eu desenho setas. Todas as folhas dos meus cadernos estão repletas delas", disse. Ele olhou para mim, pensou um pouco e disse (para o meu espanto): "É, eu já tinha percebido". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Enquanto eu debruçava as minhas aflições sobre ele, percebi que ele também tem uma mania particular, tão inconsciente e louca quanto a minha. Nas suas mãos o "mouse" se movia nervosamente. A setinha (de novo ela) se movimentava, estressada, na tela do computador, selecionando e diselecionando a matéria em construção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De alguma forma, aquela setinha branca subindo e descendo freneticamente na tela do computador - logo ela - fez eu me sentir uma pessoa normal de novo. Assim como o pequeno Seth, eu e meu colega de trabalho, todos temos manias particulares inconscientes, insanas e prazerosas. Mesmo que sejam em manias simples, como roer as unhas. Existe algo mais prazeroso do que conseguir arrancar com os dentes a carnezinha pendurada lá no canto superior da unha? Quem fez sabe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-4049176115080112291?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/4049176115080112291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=4049176115080112291' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/4049176115080112291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/4049176115080112291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/06/setas.html' title='Setas'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SjqSnEC7P-I/AAAAAAAAAEk/Jmo8wZeLUMY/s72-c/setas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-41338190650370598</id><published>2009-06-03T19:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-04T04:54:43.774-07:00</updated><title type='text'>Aprendizes de Filomena</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sic_0KUzqNI/AAAAAAAAAEM/GuKIcUmrDk0/s1600-h/1200614944.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343309648255756498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sic_0KUzqNI/AAAAAAAAAEM/GuKIcUmrDk0/s200/1200614944.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Filomena Michelly da Silva. Curso: Enfermagem. Argumento de Classificação: 8.697. Aprovada. Ver o nome estampado na lista enorme pregada no muro do colégio, impresso em característico papel timbrado (para os que gostam das coisas do modelo tradicional), ou em determinada página eletrônica publicada em portais convencionais de informações (para aqueles que valorizam as facilidades das novas tecnologias), basta para fazer qualquer garotinha (e garotinho) de 16 ou 17 anos ficar com os olhos marejados de emoção. Completar a trajetória escolar com êxito e, de quebra, ter em mãos o passaporte para uma nova etapa da é vida é muito mais do que excitante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A sensação de vitória invade as “Filomenas”, que naquele momento de êxtase se sentem os seres mais poderosos do universo, capazes de vencer qualquer obstáculo. Qualquer desafio seria fichinha ante a sua grande conquista, expressa com todas as letras no listão pregado na parede ou nos dados expostos na tela do computador: Filomena Michelly da Silva. Aprovada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Óbvio que o exemplo dado é fictício, pois não me chamo Filomena e acho pouco provável que exista alguém com esse nome, principalmente, acompanhado de Michelly (com dois “eles” e um “ipsilon”), com idade entre 16 e 17 anos. No entanto, todos que já tiveram o privilégio de fazer um curso superior, um dia, já foram “Filomenas”, pois, nem que seja por apenas um instante, sentiu essa sensação de onipotência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nos meus últimos anos de escola, tinha o sonho de ser publicitária. Por vezes, ficava me imaginando numa sala cheia de pessoas de blazeres e paletós, apresentado “peças publicitárias” ou vibrando com as sacadas de frases curtas e bem elaboradas para alguma campanha. Minha mente de estudante secundarista ainda não conseguia mensurar as reais responsabilidades da profissão e os desafios que eu deveria enfrentar para conseguir me realizar profissionalmente. A grande meta era passar no vestibular, o resto era resto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ingenuidade? Pode até ser, mas em grande parte essa ideologia me foi repassada pelas escolas onde estudei ao longo da vida e pela minha família. Desde criancinha todos somos ensinados a ser “Filomenas”. Damos valor às disciplinas de maneira isolada. Aprendemos de maneira individual, sem associá-las com os traços da vida cotidiana. São conhecimentos distantes, à parte da vida social. “Estudar para ser alguém na vida” sempre foi mais importante do que estudar para adquirir conhecimento e, por isso, ser alguém na vida. A idéia não é se tornar um ser pensante. É transformar o cérebro em uma esponja. Aprender por “osmose” e não por atitude intelectual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Todas as matérias são dadas com um único objetivo, fazer com a aprendiz de Filomena passe para a outra etapa, mesmo que não saiba o que fazer depois disso e o que vai encontrar pelo caminho. Um sábio professor de redação, da época do colégio, certa vez disse: “Há vida após o vestibular” (ou, hoje, ao Enem, o novo vestibular para algumas universidades). Eu, ainda Filó, não entendi o real sentido daquela frase. Mas, agora sei que qualquer tipo de processo seletivo é apenas o primeiro degrau de uma longa escada. Existem tantos outros desafios, muito mais complexos do que responder questões de múltipla escolha. Trabalhos científicos, autonomia acadêmica, conseguir estágio durante a graduação e conseguir conciliá-lo com as atividades do curso superior, formatura, mercado de trabalho, a escolha da especialização, ingressar no mestrado, doutorado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A vida é cheia de degraus e possibilidades. Os caminhos vão sendo trilhados, independente até das nossas escolhas. Deixei de lado um grande sonho de colégio de ser publicitária para ser jornalista e hoje não me vejo mais dentro de uma sala apresentando para clientes peças publicitárias ou slogans de campanha. Nada me fascina mais do que o fluxo da comunicação, do factual, do novo, da importância social do jornalismo (utópico?). Tudo muda. Amanhã certamente virá a especialização, o mestrado, o doutorado, quem sabe, o pós-doutorado. Talvez um dia me veja ensinando para meninos e meninas recém chegados das fábricas de Filomenas e Filomenos. Enfim, sigo fazendo escolhas. Por vezes, indecisa, como autentica libriana, mas decidida a conquistar tantas outras vitórias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-41338190650370598?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/41338190650370598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=41338190650370598' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/41338190650370598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/41338190650370598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/06/aprendizes-de-filomena.html' title='Aprendizes de Filomena'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sic_0KUzqNI/AAAAAAAAAEM/GuKIcUmrDk0/s72-c/1200614944.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-296029588827626434</id><published>2009-05-26T11:58:00.001-07:00</published><updated>2009-06-04T04:50:40.383-07:00</updated><title type='text'>Nas vias, poesia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Shw8kKCNJ2I/AAAAAAAAADk/IFwOyygI84E/s1600-h/A_36_376.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340209850021128034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Shw8kKCNJ2I/AAAAAAAAADk/IFwOyygI84E/s200/A_36_376.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Algo estranho acontece dentro do meu estômago, quando saio do Derby e chego à avenida Caxangá. Me lembro dos tempos de outrora, quando os pés bailantes encontravam ritmo em inúmeros outros pés bailantes, quando a garganta sedenta dava goladas na “cerva” gelada e a boca gargalhava por piadas vãs. Elos passageiros, todos elementos de inspiração poética. Versos escritos em meio a fumaça dos carros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;“Dust in the wind”, já dizia o famoso hit dos anos 70. E como poeira tudo passou. Passou a poesia, ficou a prosa. Uma prosa sólida como o asfalto. E clara, capaz de expressar com todas as letras o que se quer dizer. Letras que constroem palavras, palavras que formam frases, sentenças muito mais que coerentes. A vida é uma prosa. Por vez, há poesia, mas no todo é uma longa e intensa prosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Da Praça do Derby até a avenida Caxangá ficaram os versos e estrofes da minha poesia momentânea. Sou escritora (ou pelo menos serei um dia), mas de prosas e não de poesia. Na verdade nunca me encantou a poesia. Prefiro, um milhão de vezes, prosa. Palavras confundem, palavras traduzem. Letras, palavras, frases, períodos, idéias claramente expressas. Poesias são sedutoras, confundem. Prosas são belas, esclarecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Passo pelo Derby até a Caxangá e o que vejo são apenas versos de uma poesia necessária, mas passageira. Foi base, fundamento, ornamento para uma prosa segura, bem escrita, emocionante. A poesia foi apenas um capítulo da minha autobiografia. Alguns elementos e personagens permanecerão nas próximas linhas. Página virada. Um novo capítulo se inicia. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-296029588827626434?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/296029588827626434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=296029588827626434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/296029588827626434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/296029588827626434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/05/nas-vias-poesia.html' title='Nas vias, poesia'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Shw8kKCNJ2I/AAAAAAAAADk/IFwOyygI84E/s72-c/A_36_376.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-3905967329608657084</id><published>2009-05-11T07:19:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T07:20:44.326-07:00</updated><title type='text'>Embaixo da garoa tímida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sgg0Ldaf1zI/AAAAAAAAADc/t6pNrDLW0aM/s1600-h/idosos+dan%C3%A7ando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334571130099324722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sgg0Ldaf1zI/AAAAAAAAADc/t6pNrDLW0aM/s200/idosos%2Bdan%25C3%25A7ando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma garoa tímida caia sobre os casais entrosados. O frio e a eminência de uma tempestade, com direito a raios, trovões e tudo o mais, não era bastante para afugentar aquela pequena multidão ávida por canções do passado, que há muito não tocam mais nas rádios, nem chamam atenção dos “boizinhos e boizinhas”, mais interessados hoje em qualquer hit que contenha as palavras catucar, chupar, pegar - sendo bem eufêmica - (nada contra, nem preconceitos). Naquele mesmo Marco Zero, que durante os quatro dias de reinado de Momo parecia não comportar a quantidade de foliões espremidos pelas ruas do Bairro do Recife - os mesmos que se acotovelavam para ver os shows do nosso “Carnaval Multicultural” - abrigava, naquela noite, um público diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi cadeiras e mesas no meio da rua, mães com filhinhos no colo, casais dançando à moda antiga. Nada de tuquis-tuquis, nem vocalistas gritando “ahh, ladrão!”. Na boca do cantor, apenas palavras de amor, quase bregas, clichês, mas que traziam a memória uma época intensa, vivida da mesma maneira por parte daquele público. Vi jovens idosas de vestidos arrochados, esbanjando uma sensualidade peculiar a sua idade, envolvendo senhores de chapéu e sapato branco com o seu bolero improvisado, de passos bem alinhados. Me vi inúmeras vezes parada bem em frente aos bailantes, observando, admirada, o entrosamento e a perfeição dos movimentos. E eu achando que sabia dançar direitinho por causa das aulas de dança de salão. Que nada! Eles sim são exímios dançarinos. Anos de bailes, boleros, tangos, Clube dos Cisnes, as Pás, Bela Vista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até arrisquei um dois-pra-lá-dois-pra-ca com meu “nego veio” (parafraseando um colega de trabalho), que me lembrava o tempo inteiro a minha insatisfação por frases do tipo “calar tua voz com um beijo”, “eu devia te odiar, no entanto só sei te amar”. Mas lá, abraçadinha com ele, embaixo daquela garoinha gostosa, decidi que quero ser como aquelas senhoras de vestidos arrochados. Quando chegar nessa fase madura da vida, quero esbanjar alegria e sensualidade. Aproveitar a vida. Observando um casal de velhinhos executando fielmente movimentos de bolero, percebi que dançar é algo além de passos ensaiados. Significa, acima de tudo, interação entre os dois dançarinos, seja realizando movimentos mirabolantes, seja abraçadinho no dois-pra-lá-dois-pra-cá, embaixo de uma garoinha tímida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-3905967329608657084?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/3905967329608657084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=3905967329608657084' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/3905967329608657084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/3905967329608657084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/05/embaixo-da-garoa-timida.html' title='Embaixo da garoa tímida'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sgg0Ldaf1zI/AAAAAAAAADc/t6pNrDLW0aM/s72-c/idosos%2Bdan%25C3%25A7ando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-6723293496573564835</id><published>2009-05-09T12:23:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T16:07:10.136-07:00</updated><title type='text'>Através óculos "high style"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Um dia Adriana se viu refletida nas lentes escuras dos seus óculos "high style" de Hélio. Sentados em um fiteirinho, mortos de fome, eles devoravam uma coxinha "de ontem" com um "copo de coca". Lá naquele lugar simples, sem luxos nem frescuras, Adriana se viu através deles. Viu suas madeixas cacheadas um pouco desajustadas, típico de quem passou a manhã toda correndo de um lado para outro resolvendo questões de trabalho, rosto suado, roupa amarrotada... No rosto, no entanto, havia uma expressão estranha de imensa felicidade que há muito não se via em sua face cansada. A reviravolta que sua vida tinha dado nos últimos meses a havia deixado extremamente cansada. Adriana pode se perceber boba ao fitar o contorno das maçãs do rosto de Hélio, sua boca, a maneira como ele costuma falar, gesticular. Havia esquecido, por um vislumbre, de quanto amava tudo aquilo nele. Como poderia viver sem ter aquilo, sem sentir aquela presença que tanto lhe traz segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles conversam coisas triviais. Trabalho, faculdade, ex-sogra, ex-cunhado... Evitam tocar em assuntos, que em épocas anteriores seriam motivos de briga. Diferente da última vez que haviam se visto, Hélio sorria, fazendo Adriana se admirar. Era o mesmo Hélio que havia conhecido e se apaixonado a tantos anos. O mesmo jeito inteligente de falar, por vezes até boçal, a mesma mania de batucar nos objetos enquanto ouvia o outro falar, o mesmo sorriso encantador. Naquele momento, Adriana esqueceu os motivos que levaram o casal a terminar aquela relação, repleta de cumplicidade, companheirismo, tesão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não se viu refletida apenas nos óculos "high style" de Hélio, se viu admirada pelos olhos que eles escondiam. A conversa descontraída, inexplicavelmente cessa. Adriana não consegue desviar o olhar dos lábios tão vermelhos de Hélio. Tão convidativos, ainda tão apaixonados. Hélio toca a sua face. Adriana desfalece. Não era possível mais negar para si mesma que não conseguiria viver sem ele, mesmo que tentasse. Estava sendo durona demais tentando levar as coisas com naturalidade, tentando se enganar afirmando que a escolha de ter uma vida solitária seria a melhor opção. O leve toque da mão de Hélio foi suficiente para que Adriana se convencesse que deveria esquecer todo os erros cometidos, todas as brigas, todos os mal entendidos. Aquele momento mágico mostra que o sentimento ainda existe e é forte o suficiente para superar todas as adversidades. Adriana queria estar nos braços de Hélio mais do que qualquer coisa. Hélio parece ler os seus pensamentos e a expressão do seu rosto concorda com todos eles. Ele repousa os óculos sobre a mesa improvisada do fiteiro e, sem dizer uma palavra, toca os lábio de Adriana com os seus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-6723293496573564835?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/6723293496573564835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=6723293496573564835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6723293496573564835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6723293496573564835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/05/atraves-oculos-high-style.html' title='Através óculos &quot;high style&quot;'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-6249918244455183770</id><published>2009-04-26T10:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T10:30:28.130-07:00</updated><title type='text'>Não Vale A Pena</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Não Vale A Pena - Maria Rita&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Composição: J. E P. Garfunkel&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ficou difícil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tudo aquilo, nada disso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sobrou meu velho vício de sonhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pular de precipício em precipício&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ossos do ofício&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pagar pra ver o invisível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E depois enxergar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que é uma pena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas você não vale a pena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não vale uma fisgada dessa dor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não cabe como rima de um poema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De tão pequeno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas vai e vem e envenena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E me condena ao rancor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De repente, cai o nível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E eu me sinto uma imbecil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Repetindo, repetindo, repetindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Como num disco riscado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O velho texto batido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Dos amantes mal-amados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Dos amores mal-vividos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E o terror de ser deixada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Cutucando, relembrando, reabrindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A mesma velha ferida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E é pra não ter recaída&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que não me deixo esquecer&lt;br /&gt;Que é uma pena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas você não vale a pena&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-6249918244455183770?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/6249918244455183770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=6249918244455183770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6249918244455183770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6249918244455183770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/nao-vale-pena.html' title='Não Vale A Pena'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-3511725424091924381</id><published>2009-04-23T13:41:00.001-07:00</published><updated>2009-05-26T12:05:35.756-07:00</updated><title type='text'>Um sorriso como pagamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SfDSiL0AORI/AAAAAAAAADU/50hFfej1LBk/s1600-h/solidariedade.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327989843907590418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SfDSiL0AORI/AAAAAAAAADU/50hFfej1LBk/s200/solidariedade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com um biscoito roído na mão e lágrimas nos olhos, garoto loirinho de apenas dois anos chora pedindo o colo da mãe. A jovem senhora o envolve em seus braços, cobrindo-o de beijos e abraços. Logo o menininho abre o seu sorriso encantador. Rir de um jeito maroto, dança quando escuta o toque do celular da mãe e, finalmente, quando cansa encontra no aconchego dos braços maternos o lugar ideal para a soneca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A imperatividade do garoto esconde que ele, apesar de tão novinho, já precisa ser forte para enfrentar uma doença congênita rara, causada pela combinação de "genes maus" passados pelo pai e pela mãe portadores. Uma loteria do azar, como diria minha chefe. Enquanto embala o filho a mãe aguarda, ansiosa, a pediatra voltar com alguma novidade sobre o medicamento que a criança precisa tomar para ter seus dias prolongados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a tarde lá no meu trabalho, pude senti um pouco da agonia que a aquela mãe estava sentindo. Apenas um remédio vindo dos Estados Unidos poderia salvar a vida do seu bebê e do outro filho mais velho, já internado no hospital por causa da mesma doença. Pela primeira vez durante esses quatro meses, pude ver na prática que a nosso papel não se restringe, apenas, a atender repórteres pentelhos em busca de dados e dar respostas para denúncias vinculadas na imprensa. Através da facilidade e do conhecimento que temos com os outros setores podemos orientar pacientes em busca de medicamentos excepcionais, sobre o serviço de saúde de referência para determinado tipo de doença, enfim, estamos aqui também para ajudar diretamente as pessoas a encontrarem a solução para os seus problemas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Temos um papel social!!! Somos peças chaves para que novos serviços cheguem ao conhecimento da população, e, mais do que isso, também somos importantes para pessoas como aquela mãe e seu menininho loirinho, que, com esperança nos olhos, nos procuram em busca de alternativa para as dificuldades encontradas ao longo desse jornada árdua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;O melhor foi ver o sorriso no rosto daquela mãe depois de mais uma batalha ganha. O bebê, agora nos braços do pai, dá "tchau" com a mãozinha. Parece entender que vai iniciar o tratamento que poderá salvar a sua vida. Parece se alegrar pelo irmãozinho no hospital, que terá uma chance de se recuperar e lutar para ter uma vida normal. O pai, com seus vinte e poucos anos, agradece aos "anjos" que trabalham no lá setor (as nossas queridas secretárias são sempre as protagonistas dessas histórias dignas de Hollywood). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A mãe, também com vinte e poucos anos, mas com a aparência mais sofrida, desgastada pelas peças que a vida lhe pregou, esbanja um sorriso largo, satisfeito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apesar de apenas ter observado a espera e o momento da conquista, me sinto parte disso. Sei que aquilo não foi caridade ou boa ação. Foi algo muito além, muito mais sublime. Foi a consciência de que somos todos seres humanos com diferentes experiências de vida que se refletem na experiências do outro. Não há interesse, nem cobiça. Existe apenas a vontade de ver estampado no rosto do outro sorriso de conquista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-3511725424091924381?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/3511725424091924381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=3511725424091924381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/3511725424091924381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/3511725424091924381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/um-sorriso-como-pagamento.html' title='Um sorriso como pagamento'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SfDSiL0AORI/AAAAAAAAADU/50hFfej1LBk/s72-c/solidariedade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-8214073983469881875</id><published>2009-04-22T10:44:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T11:01:40.186-07:00</updated><title type='text'>Paródia: Eu e Ela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nunca fui muito dada a paródias. Na verdade, nunca tive muita criatividade para isso. No entato, a expectativa de cantar numa "banda" criada por uma maluquinha lá do trabalho fez acender essa chama em mim. É que o foco da nossa "banda" (até agora somos 4 moças e um violonista solidário) é tocar apenas músicas parodeadas, versões saídas das nossas cabecinhas de borboletas. Ao menos será bastante divertido e vai garantir boas risadas. Só por isso já vale o esforço. Abaixo uma versão bem sacana de um pagodão antigaço do Grupo Raça (quem se lembra levanta mão!):&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Eu e Ela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Composição: Indisponível&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Versão: Mirthyani Bezerra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Numa linda noite bela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Saímos para uma balada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu e o namorado dela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela e minha namorada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não pude bem compreender&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aquela grande confusão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Lutei não consegui conter &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O espanto com a situação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela lhe deu um beijo lá no bar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tentei disfarçar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fiquei por lá babando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aconteceu não deu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Prá segurar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nem para controlar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu fui me excitando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pode parecer vulgar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas olhou para mim com muito ardor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Me chamando pra participar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sorria e me chamava amor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma cama e uma vela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma paixão desesperada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu e o namorado dela&lt;br /&gt;Ela e minha namorada...(2x)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu! Eu e o namorado dela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela e minha namorada...(2x)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-8214073983469881875?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/8214073983469881875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=8214073983469881875' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/8214073983469881875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/8214073983469881875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/parodia-eu-e-ela.html' title='Paródia: Eu e Ela'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-7614781347940072936</id><published>2009-04-14T13:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T13:28:17.385-07:00</updated><title type='text'>Perdão é balela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SeTxy-KjaCI/AAAAAAAAADM/wwSJwgeVEMI/s1600-h/perd%C3%A3o1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324646517441783842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SeTxy-KjaCI/AAAAAAAAADM/wwSJwgeVEMI/s200/perd%25C3%25A3o1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não existe perdão. Ninguém perdoa ninguém. As pessoas simplesmente relevam os erros, deixam passar, toleram defeitos e, assim, iludem o ser arrependido. Esse, coitado, jura que todas as súplicas insistentes, e-mail desesperados, noites de choro e flagelo foram finalmente reconhecidas, por isso, recebera o perdão merecido. Bullshit, na verdade a pessoa ofendida não esqueceu e nunca vai esquecer o ocorrido. Ela sempre vai arrumar uma oportunidade de trazer a tona às imperfeições do seu interlocutor. Vai fazer questão de mostrar o quanto é um ser superior a ele. O magoado sentirá prazer em torturar o magoador até este se sentir humilhado e cortar relações definitivamente, e isso pode durar toda uma vida para acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um erro, uma relação nunca volta a ser a mesma, seja ela entre amigos, namorados ou entre chefe e empregado. Um erro não é nada, é apenas uma pá de areia retirada do solo, pode até ficar um buraquinho, mas no todo não faz diferença. No entanto, vários erros são como uma cova, esperando o defunto que sempre é o idiota que errou. A cova pode até ser tapada novamente, com todo o zelo e boa vontade, mas o solo nunca mais será o mesmo. A qualquer pisada mais forte, uma das partes sempre ficará com medo de afundar o pé na areia, torcer o tornozelo. É mais seguro apenas caminhar sobre a terra mexida, nunca correr, pular e fazer outras estripulias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O magoado, em geral, supera o erro. Ele sofre com a desilusão, sente raiva, mas em algum tempo (que varia de caso para caso), esquece o ser desprezível. O magoador passa a não ser nada. Não é mais uma pessoa que se pode estabelecer uma relação, nem alguém que não se que ver pintado. Ele passar a ser invisível, passar a ser ninguém, ou melhor, passar a ser apenas um passado. Nesse estágio, o magoador morre para o magoado. Sem ódio, sem rancor. Já o errado, vai carregar durante toda a sua vida o erro nas costas. Vai ser apontado como o “fuleiro”, “falso”, e afins. O interessante é que na vida uma mesma pessoa pode ser magoado e magoador, em instantes distintos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-7614781347940072936?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/7614781347940072936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=7614781347940072936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/7614781347940072936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/7614781347940072936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/perdao-e-balela.html' title='Perdão é balela'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SeTxy-KjaCI/AAAAAAAAADM/wwSJwgeVEMI/s72-c/perd%25C3%25A3o1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-9065590018273681240</id><published>2009-04-10T21:10:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T21:12:17.897-07:00</updated><title type='text'>Cigana dissimulada e oblíqua</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu queria uma arma nesse momento. Poderia ser uma faca, um estilete, uma Gilette. Não gostaria que fosse um revólver, porque dependendo do lugar que a bala acertasse, eu morreria instantaneamente. Em vez disso, sonho com uma morte dolorida, lenta, cruel. Só assim sentiria que estou pagando por todos os meus erros e pelas pessoas que já fiz sofrer nessa vida. Sangraria até a morte, da mesma maneira como eu já fiz muitas pessoas sangrarem por dentro, até suas almas desfalecerem, até não restar mais uma gota de lágrimas nos olhos não mais marejados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Culpo os meus olhos de cigana dissimulada e oblíqua - claro que não chego aos pés da majestosa personagem de Machado de Assis, Capitu. Eles são os responsáveis pelos males que causo às pessoas. São inteligíveis. Não dá para saber o que sinto ou penso através deles. São puro mistério e, como tal, ao mesmo tempo em que atraem, conduzem o admirador para uma local completamente desconhecido e inseguro. São piores do que o canto de uma sereia, mais letais que o veneno da cobra mais perigosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não são capazes de mostrar a confusão que se passa na minha alma. Para os outros não passo de uma mulher fria e insensível. Eles escondem uma couraça que me protege de sentimentos intensos e, ao mesmo tempo, me impede de tê-los. Sou insegura e doce por dentro, a única coisa que peço é para ser amada da maneira correta, que as pessoas me aceitem do jeito que sou e me ajudem a mudar. Mas não há ninguém que me estenda a mão. Só há julgamentos e cobranças. Para eles, eu sou sempre a safada da história. E talvez eu seja mesmo, ninguém nunca saberá ao certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-9065590018273681240?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/9065590018273681240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=9065590018273681240' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/9065590018273681240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/9065590018273681240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/cigana-dissimulada-e-obliqua.html' title='Cigana dissimulada e oblíqua'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-2162480611759469556</id><published>2009-04-08T09:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T09:35:55.595-07:00</updated><title type='text'>São tantas emoções...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não basta só viver, é preciso se sentir viva. São as emoções nos fazem viver plenamente, não importa se elas são alegres ou tristes. Inclusive, acredito que as lágrimas e os momentos de maior conflito são a prova da vivacidade do homem. São eles que nos faz crescer como ser humano e lembrar da vida como uma grande jornada repleta de obstáculos. Nunca fui chegada nas musicas de Roberto Carlos, sempre taxadas por mim como popularescas e piegas. Hoje, minha concepção mudou. O estilo pode não me agradar, mas as letras (preciso reconhecer) são majestosas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Emoções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Roberto Carlos e Erasmo Carlos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estou aqui&lt;br /&gt;Eu vivo esse momento lindo&lt;br /&gt;Olhando pra você&lt;br /&gt;E as mesmas emoções&lt;br /&gt;Sentindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantas já vividas&lt;br /&gt;São momentos&lt;br /&gt;Que eu não me esqueci&lt;br /&gt;Detalhes de uma vida&lt;br /&gt;Histórias que eu contei aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos eu ganhei&lt;br /&gt;Saudades eu senti partindo&lt;br /&gt;E às vezes eu deixei&lt;br /&gt;Você me ver chorar sorrindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei tudo que o amor&lt;br /&gt;É capaz de me dar&lt;br /&gt;Eu sei já sofri&lt;br /&gt;Mas não deixo de amar&lt;br /&gt;Se chorei ou se sorri&lt;br /&gt;O importante&lt;br /&gt;É que emoções eu vivi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantas já vividas&lt;br /&gt;São momentos&lt;br /&gt;Que eu não me esqueci&lt;br /&gt;Detalhes de uma vida&lt;br /&gt;Histórias que eu contei aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu estou aqui&lt;br /&gt;Vivendo esse momento lindo&lt;br /&gt;De frente pra você&lt;br /&gt;E as emoções se repetindo&lt;br /&gt;Em paz com a vida&lt;br /&gt;E o que ela me trás&lt;br /&gt;Na fé que me faz&lt;br /&gt;Otimista demais&lt;br /&gt;Se chorei ou se sorri&lt;br /&gt;O importante&lt;br /&gt;É que emoções eu vivi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se chorei ou se sorri&lt;br /&gt;O importante&lt;br /&gt;É que emoções eu vivi...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-2162480611759469556?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/2162480611759469556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=2162480611759469556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2162480611759469556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2162480611759469556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/sao-tantas-emocoes.html' title='São tantas emoções...'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-5669838725029545044</id><published>2009-04-07T04:30:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T04:34:06.832-07:00</updated><title type='text'>Procura-se uma alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por favor, se alguém encontrar um pedaço da minha alma vagando pelo mundo, diga-lhe que estou a procura. É que não consigo conviver com esse vazio no peito. Sinto-me mutilada, leve como se me faltasse um braço ou uma perna, pesada como se tivesse uma bigorna no lugar do cérebro. Se a encontrares, peça para que traga lenços de papel e corretivo facial... É o mínimo que ela poderia fazer para minimizar as marcas deixadas pela sua partida repentina.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-5669838725029545044?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/5669838725029545044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=5669838725029545044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/5669838725029545044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/5669838725029545044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/fragmentos-de-alma.html' title='Procura-se uma alma'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-2197401251344897802</id><published>2009-04-03T10:37:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T10:44:55.810-07:00</updated><title type='text'>Sinta-se em casa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SdZJ-V7M5sI/AAAAAAAAADE/hv2-oZeRs4k/s1600-h/cinepe2009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320521345170990786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SdZJ-V7M5sI/AAAAAAAAADE/hv2-oZeRs4k/s200/cinepe2009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Apesar de todas as intrigas, e-mails desaforados e discussões calorosas, tão comuns aos grupos que optam por fazer o projeto de conclusão do curso de Jornalismo - o temido TCC - em formato de documentário, o trabalho "Ô de Casa", produzido e dirigido pelas ex-alunas da Universidade Católica de Pernambuco Júlia Araújo, Mirthyani Bezerra e Sheyla Florêncio, mostrou a que veio e foi um dos curtas selecionados para a Mostra Pernambuco do CinePE, que vai acontecer nos dias 25 e 26 de abril, às 19h, no cinema da Fundação Joaquim Nabuco, localizada no bairro do Derby. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Além dele, mais dois trabalhos de TCCs da turma Admirável Curriculo Novo, recém saída da universidade, também participam da Mostra: "Ave Sangria - Sons de Gaitas, Violões e Pés", idealizado por Raynaia Uchôa, Rebeca Venice e Thiago Barros; e "Malunguinho: O Guerreiro de Catucá, o Rei da Jurema", elaborado por João Batista Junior, Diego Mendes e Luis Otávio (a todos as minhas congratulações. Vocês merecem!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo uma das idealizadoras do "Ô de Casa", preciso concordar com Sheyla quando ela se referiu a todo o processo de construção do vídeo como "parto". Realmente, foi tão doloroso e sofrido como um parto. Um resultado esplendido, tendo em vista um processo de elaboração tão desigual. Umas se doaram mais, outras menos. De um lado o compromisso de fazer um bom trabalho e a necessidade de encerrar o curso com chave de ouro, do outro as dificuldades de conciliar a vida de estudante concluinte, já com estágios e obrigações profissionais, com o processo de construção do documentário. É bem verdade que algumas foram mais afetadas pelo problema do que outras, mas também é certo que todas, sem exceção, contribuíram, a sua maneira, para o resultado final do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nasceu do coração das três, em meio a discussões calorosas no "gramadinho" da universidade. Tantos foram os temas pensados. Tamanho foi o desespero de ainda não ter um tema. Parteiras, surdos... e finalmente casas. Mas o que falar sobre moradias? Quantos subtemas, meu Deus!! Ocupações urbanas, MST, dificuldades financeiras de se ter uma casa, entre outros temas objetivos... ninho humano, identidade, traços da personalidade do morador, e tantos outros viés subjetivos. "O trabalho está sem foco", era um pensamento constante das três integrantes. Até o cinegrafista (salve Nildo!) reconhecia o desespero. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A única certeza que tínhamos era que esse deveria ser um trabalho original, apesar de ser extraído de um tema bem "batido". Mas ele foi se moldando. Cada entrevista nos abria um leque de novas possibilidades e, estranhamente, formava o direcionamento ideal. E o encontramos: cinco personagens completamente diferentes que de comum têm apenas a sua relação de intimidade com a sua casa. A casa como identidade do morador, como conquista pessoal, como retrato de uma tragédia, como sinônimo de liberdade, como templo dos ancestrais. Enfim, a moradia como reflexo da subjetividade humana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma ideia traduzida através das palavras de pessoas simples, que poderiam ser qualquer um de nós, fundamentada pela visão de especialistas de diversas áreas. Sofrimento para encontrar cada um deles (personagens e especialistas) e gratidão pela contribuição de todos. O resultado não poderia ser diferente: um 9,8, com gostinho de 10,0. “Para mim era dez”, disse o professor orgulhoso (salve Cláudio!). Vocês mereceram garotas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-2197401251344897802?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/2197401251344897802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=2197401251344897802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2197401251344897802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2197401251344897802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/sinta-se-em-casa.html' title='Sinta-se em casa'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SdZJ-V7M5sI/AAAAAAAAADE/hv2-oZeRs4k/s72-c/cinepe2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-1602502098724798556</id><published>2009-04-01T11:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T12:27:47.943-07:00</updated><title type='text'>Prefiro sapos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SdO_e3SsSyI/AAAAAAAAAC8/lU3dvCghKZA/s1600-h/C%C3%B3pia+de+pizdaus_principe+sapo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319806121814018850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SdO_e3SsSyI/AAAAAAAAAC8/lU3dvCghKZA/s200/C%25C3%25B3pia%2Bde%2Bpizdaus_principe%2Bsapo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A expressão "viver uma história de amor" é piegas. Quando escuto a frase é inevitável não lembrar de "melosidades". Cenas como a do filme "Ghost: do outro lado da vida", passam na minha cabeça. Demi Moore e Patrick Swayze se acariciando mutuamente, enquanto tentam construir um vazo que mais parece um... Quase consigo ouvir dentro da minha cabeça as músicas mais melosas da história como "It Must Have Been Love", e tantas outras do Roxete, "Unbreak my heart", de Tony Brexton, "My heart will go on", Celine Dion... - usaria todas as linhas desse post só pontuando canções ilustrativas. As "Love Storys" colam como chiclete nas nossas mente, viram hino para os apaixonados mais bregas e objetivo de vida para as donzelas inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, odeio "melosidades". E mais, odeio "histórias de amor". Não que eu seja contra duas pessoas viverem juntas, compartilhando experiências e, principalmente, se entregando ao sentimento recíproco. Não gosto mesmo é da expressão, pois, na maioria das vezes, traduz uma visão romantizada do amor. Me lembra os obsoletos contos de fada - nem as crianças se interessam mais por eles. A donzela que vive a "história de amor" é a mais linda de todas, amada, idolatrada e insubstituível, que possui todas os traços de personalidade parecidos com os do seu príncipe encantado. Resignada e portadora de um amor incondicional, ela é capaz de loucuras para viver ao lado do seu amor. Não há outros príncipes interessantes, nem mulheres mais bonitas e talentosas no povoado. Ela não é insegura. Tem plena consciência dos sentimentos do amor da sua vida (outra expressão que me dá náuseas). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já o príncipe é o cara mais lindo de todos, mais honesto, mais fiel, possui habilidades que os outros não tem. É talentoso, corajoso, digno do amor que a donzela inocente sente por ele. Nunca seria capaz de magoá-la, inclusive, lhe falta motivos para isso. Tem os mesmos traços de personalidade dela e, por isso, nunca poderia lhe levantar a voz ou discordar de suas ideias. Também é incapaz de sentir ciúmes dela, pois tem consciência do seu amor. O relato é meio hiperbólico, isso é fato, no entanto, ainda tem muita gente se relacionando com alguém jurando que essa pessoa é a princesa ou o príncipe encantado. Contos de fada não existem e, portanto, histórias de amor, nesse sentido, também não existem (não é insensibilidade, é inteligência emocional!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo se existissem príncipes, preferiria os sapos. As imperfeições são a graça de se estar com alguém. A verdadeira história de amor é aquela cheia de defeitos. Começou errado, foi caminhando torto, mas no final até que dá certo. As brigas fazem parte. Descobrir que existem rivais faz parte. Discutir porque existem ideias contraditórias também faz parte. É bom se apaixonar por alguém até sentir arder o estômago, ter reconciliações ardentes, mas melhor ainda é sofrer por amor, chorar pelo fim de um relacionamento, descobrir que o sentimento acabou ou se sentir apaixonado por duas pessoas diferentes, conhecer alguém em um contexto completamente adverso e, no final, dar certo só porque "rolou a química". Isso é real, é humano. Gosto do humano e, por isso, adoro os sapos. As relações imperfeitas são o tempero da vida. Foi-se a época em que todas as meninas eram princesas em busca de príncipes encantados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-1602502098724798556?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/1602502098724798556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=1602502098724798556' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/1602502098724798556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/1602502098724798556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/04/prefiro-sapos.html' title='Prefiro sapos'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SdO_e3SsSyI/AAAAAAAAAC8/lU3dvCghKZA/s72-c/C%25C3%25B3pia%2Bde%2Bpizdaus_principe%2Bsapo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-4700397963351718476</id><published>2009-03-29T13:22:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T14:27:50.320-07:00</updated><title type='text'>Solidão natural e irremediável</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sc_nu4FCMAI/AAAAAAAAAC0/7O0L2z6daqU/s1600-h/solidao01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318724477461344258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sc_nu4FCMAI/AAAAAAAAAC0/7O0L2z6daqU/s200/solidao01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O homem é um ser só por natureza. Do momento em que nasce até o último suspiro de vida ele está completamente sozinho. E não adianta dizer que o amor dos pais, um casamento feliz ou ainda uma roda repleta de amigos são a prova concreta de que essa premissa não é verdadeira. Todo homem é (e não está) só. Assim que um bebê nasce, ele chora. A agonia, para ele ainda inexplicável, toma conta do seu pequeno coraçãozinho, e ele chora. Simplesmente chora. Podemos supor que aquela ação resulta do fato de que ele está estranhando a nova temperatura do ambiente, que ele está chorando porque precisa usar pela primeira vez as narinas para respirar ou colocar para fora todo o resto do material orgânico resultante do parto. Mas, enfim, são suposições nossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter passado por isso um dia, nem a mãe, nem o médico ou a equipe de enfermeiros sabem a intensidade do sofrimento daquele bebê. Aquela agonia ele sente sozinho, ninguém sente junto com ele. Ele não pode compartilha sua dor. Essa primeira sensação ele leva para a vida toda. A primeira reclamação dos pais, o primeiro dia na escola, a primeira bronca do professor, o primeiro beijo, a primeira transa, a primeira separação... Todas as pessoas um dia já passaram ou passarão por uma dessas experiências. Por isso todos nós temos uma leve idéia dos sentimentos do outro, do momento que tal pessoa está passando. Mas não há como saber a intensidade disso. Apenas quem sente tem a dimensão real do que está sentindo. É, o homem está só, imerso no seu próprio mundo, visualizando a sua própria realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que passamos a vida procurando pessoas com que possamos compartilhar coisas. Segredos, sentimentos, contas a pagar. Tentamos a todo custo encontrar nas pessoas um remédio para a solidão irremediável. A amiginha da escola, a melhor amiga da adolescência, a confidente da juventude, o marido (esposa) da fase adulta ou os pais que nos acompanham durante toda a vida. A essas pessoas damos o privilégio de participar das nossas vidas, de conhecer uma pequena parcela do que somos e compartilhar experiências, ideologias, alegrias. No fundo sabemos que o outro não é um antídoto para a nossa solidão nata. Ele é apenas o analgésico, o antidepressivo, a morfina, mas não a cura para esse mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova disso é que não existem relações eternas. As amigas viram “ex-amigas”, namorados viram ex-namorados, maridos viram ex-maridos, os nossos pais, infelizmente, morrem. Pode demorar dias, meses, anos. Vários podem ser os motivos para as separações. Inevitavelmente, a separação acontece. E o homem volta a ter a consciência de que ele está só. No enterro, o defunto sempre está no centro, rodeado de pessoas. Na maioria das vezes, elas choram, colocam coroas de flores sobre o caixão. Há velas acessas, religiosos rezam. Mas o pobre presunto está lá, naquele paletó de madeira, esperando a hora de ser enterrado. Apesar de gritos histéricos de “Eu vou com ele. Meu Deus me leve com ele”. O defunto segue sozinho para o fundo da terra, ou para o enorme forno onde será cremado. Ele completa sua trajetória, tendo na memória todas as pessoas que passaram pela sua vida e que foram capazes de diminuir, ao menos pouco, a solidão natural e irremediável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-4700397963351718476?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/4700397963351718476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=4700397963351718476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/4700397963351718476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/4700397963351718476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/03/solidao-natural-e-irremediavel.html' title='Solidão natural e irremediável'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Sc_nu4FCMAI/AAAAAAAAAC0/7O0L2z6daqU/s72-c/solidao01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-1668398535322465868</id><published>2009-03-26T09:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T16:07:25.780-07:00</updated><title type='text'>Viva vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/ScutKaf7ghI/AAAAAAAAACs/4EFRgCcRPPw/s1600-h/pra%C3%83%C2%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317534179464544786" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 133px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/ScutKaf7ghI/AAAAAAAAACs/4EFRgCcRPPw/s200/pra%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;O sinal da escola toca. Alunos apressados se levantam de suas cadeiras em direção à porta que dá acesso ao pátio da instituição de ensino. Atordoada, Ana ergue a cabeça que antes estava reclinada sobre os livros, apresentando as bochechas marcadas pelo espiral dos cardenos. Em menos de um minuto, após o toque do sinal, a sala já estava completamente vazia. Ana limpa o resto de saliva que ainda escorria no canto esquerdo da sua boca e se levanta para ir embora. Enquanto pega a mochila e os cadernos, tenta se lembrar do sonho que teve durante a aula de física. Adorava sonhar e, mais do que isso, adorava dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora do dia que gostava mais era o final da noite, quando, já de camisola, subia as escadas em direção ao quarto, ligava o ar-condicionado e acomodava a trança em cima do travesseiro. Ana adora ouvir o barulhinho relaxante do ar-condicionado. Para ela, aquele era um momento mais do que sagrado. Caso alguém se atrevesse a interrompê-lo, ganharia pelo resto do dia o ódio e despreso de Ana. Ela adorava ainda mais a sensação de acordar. Simplesmente, abrir os olhos e acordar. Era como se tivesse regressando do seu mundo de sonhos e deveneios para a realidade. Se sentia leve e feliz, pois sabia que logo mais poderá voltar a se sentir assim, bastava fechar os olhos. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ana não tinha amigos. Eram muitos os que adoravam tirar sarro da sua cara, por causa do seu estranho hobby. Devido aos comentários e às constantes reclamações da sua mãe, ela evitava se render ao sono durante as aulas, mas em muitos momentos isso se tornava inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda coisa que Ana gostava mais de fazer, além de dormir, era caminhar da escola para a sua casa. Há alguns meses fora bem incisiva com a mãe, a proibindo de ir buscá-la no colégio. Já estava quase terminando o ensino médio. Além disso, o percusso não era longo, em 20 minutos, se quisesse, estaria em casa. Mas Ana nunca tinha pressa. Ela adorava caminhar pelas ruas do bairro, observando os detalhes das coisas. Gostava, principalmente, de reparar nos movimentos das pessoas e na maneira como elas se expressam. Às vezes, ficava sentada em uma praça próxima a sua casa, imersa em seus pensamentos, observando a vida passar. Como queria poder vivê-la... "Viver é perigoso. Prefiro observar e quando estiver cansada de fazer isso posso dormir", pensava com seus botões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, aproveitou que a mãe chegaria mais tarde em casa, e ficou até mais tarde sentada na praça. Viu um casal de namorados sentados em um dos bancos. Eles pareciam discutir, mas eram discretos. Ana tentou desviar o olhar, no entanto, foi impossível não perceber que o garoto chorava, enquanto, a namorada gesticulava bastante decidida. Houve um momento de pausa, sem falas. De um lado, o garoto enxugava as lágrimas. Do outro, a menina parecia menospresar o sofrimento do rapaz. Ana viu a garota se levantar e ir embora. O garoto continuou no banco da praça, desolado. Ana sentiu pena dele, mas achou interessante observar um homem chorando daquele jeito. Após presenciar a cena, Ana decidiu ir embora, ao se levantar percebeu que o garoto a observava. Se sentiu envergonhada por estar invadindo a privacidade alheia. Desviou o olhar e tomou o caminho de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem do garoto ficou tão fortemente cravada na memória de Ana, que ela sonhou com ele naquela noite. Pela primeira vez teve vontade de não mais observar. Queria viver. Chorar como aquele garoto chorou. Sentiu que perdia tempo cultivando o prazer de domir, percebeu que vivia em um mundo irreal, protegida contra as desilusões da vida. "Viver é perigoso, mas seria majestoso tentar". Semanas se passaram, e Ana não conseguia mais sentir prazer nas coisas que costumava fazer. Continuou a observar as pessoas, mas em vez de gosta disso, passou a sentir pena de si mesma. Se viu sem amigos, sem a atenção da família, sendo repelida por colegas de sala. Precisava mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, saia da escola em direção a sua casa, decidida a fazer alguma coisa para se sentir viva. Ana não sabia como, mas precisava tentar. Ao dobrar a esquina, já próxima a praça que tanto adorava, avista o garoto que semanas antes chorava naquele mesmo local. Sapatos de skatista, camisa folgada, ele andava distraído, com o seu MP3. Ana ficou supresa em vê-lo e inexplicavelmente se sentiu nervosa. Não queria estar ali. "Tomara que ele não se lembre de mim", suplicava. Mas para sua surpresa ele a olhou. Olhou dentro dos seus olhos, profundamente, como se quise tocar sua alma. Ainda tinha aquele olhar de questionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi! - disse Ana, as palavras lhe escaparam da boca.&lt;br /&gt;- Olá - respondeu o garoto misterioso, esboçando um sorrido encantador&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-1668398535322465868?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/1668398535322465868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=1668398535322465868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/1668398535322465868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/1668398535322465868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/03/viva-vida.html' title='Viva vida'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/ScutKaf7ghI/AAAAAAAAACs/4EFRgCcRPPw/s72-c/pra%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-1898456704349376699</id><published>2009-03-24T16:58:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T04:40:15.027-07:00</updated><title type='text'>Pronomes possessivos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Scl0sotxHZI/AAAAAAAAACM/4EmPsMxk_7A/s1600-h/palavras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316909145280028050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 139px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Scl0sotxHZI/AAAAAAAAACM/4EmPsMxk_7A/s200/palavras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Muitos acreditam que a recente reforma na língua portuguesa foi um ato autoritário, fruto da arrogância e do egoísmo das autoridades da letras do nosso país. Não tenho &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;backgroud&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;para falar sobre o tema, mas, do ponto de vista prático, acho as mudanças complicadas e desnecessárias. No entanto, não vou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;destrinchar&lt;/span&gt;, aqui, meus argumentos. Acredito que além das mudanças na acentuação das palavras, no uso do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;hífen&lt;/span&gt;, o ganho de mais letras no alfabeto, a restrição definitiva do uso do trema, os linguistas (sem trema!) do país deveria ter pensado em abolir da língua o uso de pronomes possessivos antes de substantivos próprios, como predicativo do sujeito ou quando escritos sozinhos e uma única linha, seja de um e-mail, carta, bilhete e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Esmeraldina&lt;/span&gt;; meu Paulo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Astolfo&lt;/span&gt;; assinado: Sua; você é minha; eu sou teu. Romantismos a parte... falar que o coração é de uma pessoa é uma coisa, mas dizer que todo o seu ser é dela é outra completamente diferente. Ser de alguém significa ser reduzido a, mais do que um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objeto&lt;/span&gt;, uma propriedade privada, com escritura e firma reconhecida em cartório. E além disso, permite que o outro se sinta dono, com o mesmo poder de quem ganha, compra, acha e, quem sabe, rouba algo. Uma propriedade sempre é do seu dono, mesmo quando esse enjoa dela. Se sente desnorteada quando é abandonada por ele. Alguém pode até encontrar, levar para casa, cuidar, mas aquela "coisinha", vai ser sempre do dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser de alguém é quase um tipo de escravidão. Servir é a principal &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;doutrina&lt;/span&gt;, agradar um rito religioso e discordar o maior dos pecados. Pensar não é permitido, torna o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;objeto&lt;/span&gt; instável e cheio de vontades. Importa apenas os desejos do dono. Esse sim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;goza&lt;/span&gt; de plena liberdade. A carta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;alforria&lt;/span&gt; por vezes é dada, mas a propriedade ainda está ligada ao antigo dono de tal forma que não sabe o que fazer depois, quando liberta. Se sente perdida e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;frustrada&lt;/span&gt;. "Onde vou conseguir alguém como ele (a)?", surge a incógnita. Quem é de alguém se relaciona com o outro por completo. Conhece suas virtudes, seus defeitos, seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;anseios&lt;/span&gt;. Mas que possui uma propriedade só conhece a parte que lhe agrada, aquela que é permitido expor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;objeto&lt;/span&gt; algum dia quiser se desfazer da sua condição, adquirir vida própria, seguir seus próprios preceitos, o dono irá resistir, lutar para que a sua propriedade volte a ter as características de antes, até mudar, momentaneamente, suas atitudes para fazer com que ela deixe de lado suas novas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ideias&lt;/span&gt;. Tudo inútil! A semente já foi plantada. O gosto doce da liberdade é bom e inebriante. A carta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;alforria&lt;/span&gt; não traz de volta apenas a liberdade, abre um leque de novas possibilidade, não para novos donos. A individualidade (não confundir com individualismo) passa a ser o lema principal, mesmo que em relações posteriores, dessa vez, não baseada na possessão, mas fundamentada na consciência de que o outro é um ser único, especial, dotado de vontades, defeitos e expectativas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-1898456704349376699?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/1898456704349376699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=1898456704349376699' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/1898456704349376699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/1898456704349376699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/03/pronomes-possessivos.html' title='Pronomes possessivos'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/Scl0sotxHZI/AAAAAAAAACM/4EmPsMxk_7A/s72-c/palavras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-1116101741439625451</id><published>2009-03-24T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T07:44:02.148-07:00</updated><title type='text'>Transtorno Comunicativo Compulsivo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Adoro mandar e-mails. Reconheço! o costume virou uma mania, quase um tipo de transtorno. Se leio algum texto interessante na internet, penso imediatamente nas pessoas que dariam boas risadas com ele ou passariam a refletir mais sobre a vida a partir dos seus questionamentos. Por isso, umas das minhas maiores vontades é me tornar um hacker. Não daqueles que tem prazer em prejudicar a vida alheia, enviando spywares e adwares para o e-mail de pessoas inocentes. Tampouco para me divertir roubando senhas de orkut, msn, twitter, só para mostrar que sou mais inteligente e esperta do que os outros. Queria ser uma hacker para saber mandar e-mails para pessoas que eu não conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas calma! Nunca enviaria mensagens que possuem frases do tipo: "Envie esse e-mail para outras 20 pessoas que você receberá uma supresa até o final da semana". Nem aquelas em formato PowerPoint, sempre com musiquinhas suaves e "conselhos" que até o mais cruel dos bandidos do Anibal Bruno já ouviu, pelo menos uma vez na vida. Nos e-mails, enviaria postagens interessantes que sempre encontro em outros blogs, fotos engraçadas, notícias ou comentários relevantes, capaz de gerar debate, dicas de sites... Mas como não sou hacker e entendo o básico do básico sobre informática (o suficiente para ligar e desligar o computador), me restrinjo a enxer a caixa de entrada dos e-mails dos meus amigos com "coisas" que encontro na World Wide Web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, antes de mandar os e-mails um sentimento me invade. Penso: "Será que estou chateando as pessoas com esse meu 'quase' transtorno obssessivo compulsivo?"... A questão sempre me faz repousar a setinha do mouse bem em cima do "Enviar". Mas o meu TOC fala mais alto. Acabo mandando mesmo assim. Alguns escrevem e-mails comentando o texto. Outros se pronunciam "monossilabicamente". Alguns, tenho certeza, olham meu nome na caixa de entrada, marcam "selecionar mensagem" e a enviam para a lixeira. O bichinho do e-mail fica lá durante alguns dias, até ser deletado pelo servidor. Bem, não se pode agradar a gregos e troianos. Sigo com a minha mania, meu transtorno que deveria se chamar "Transtorno Comunicativo Compulsivo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-1116101741439625451?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/1116101741439625451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=1116101741439625451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/1116101741439625451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/1116101741439625451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/03/transtorno-comunicativo-compulsivo.html' title='Transtorno Comunicativo Compulsivo'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-5789228591641604368</id><published>2009-03-16T13:25:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T13:34:32.687-07:00</updated><title type='text'>Magia dos corpos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://imagens.kboing.com.br/papeldeparede/7334danca.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px" alt="" src="http://imagens.kboing.com.br/papeldeparede/7334danca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Completei ontem um ano de envolvimento com a dança. A prática me revelou o que seria hoje uma das minhas maiores paixões. Em homenagem, escrevi um texto sobre ser embalada por um ritmo e compartilhar essa sensação com outra pessoa. Ai está..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Corpos entrelaçados no meio do salão. De repente, as luzes, já quase inexistentes, se dissipam. Sobra apenas um foco de luz que ilumina o casal entrosado. A interação é clara. Estranhamente, eles adquirem uma nova forma de comunicação. Indução, condução, sincronismo, telepatia. Todos a volta desaparecem, importa apenas a respiração do outro, o suor que marca o corpo através da roupa, o toque das mãos e os rodopios em volta de todo o salão. É a maravilhosa magia dos corpos, que proporciona uma espécie de prazer tão forte quanto o sexual, capaz de viciar, inebriar, envolver as almas dos bailantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada movimento realizado com sucesso é uma conquista. Cada fracasso é uma escada para o aperfeiçoamento. "Não posso", "não consigo", "desisto", são expressões desconhecidas para esses dois dançantes. Eles erram, se machucam, porém nada é capaz de fazer com que os dois corpos se separem. Um simples sorriso ou um olhar sensual satírico desfaz o incomodo. É a magia que os envolve, que acelera o coração, faz esquecer a roupa amarrotada, o cabelo assanhado e o calor que emana dos dois corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo completamente distinto da vontade individual de brilhar, de se mostrar para os que compartilham o salão. Na dança, não há espaço para egoísmo. O corpo de um se torna a extensão do corpo do outro. E é assim, até que um cambret sela o momento, com charme e leveza, preparando a dama para se entrelaçar a outro corpo ou voltar a si. Inexplicavelmente, as luzes voltam a se acender e pessoas estranhas começam a surgir em volta do salão. Elas esbarram uma nas outras, causando agonia em quem vê. A calma só ressurge quando, de volta ao braços do cavalheiro, voltam a ser completar, em um entrelace perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-5789228591641604368?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/5789228591641604368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=5789228591641604368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/5789228591641604368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/5789228591641604368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/03/magia-dos-corpos.html' title='Magia dos corpos'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-5878933435014382147</id><published>2009-03-09T04:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T04:42:07.670-07:00</updated><title type='text'>Gastrite</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O estomago dói, aperta, lateja. Tomo um chá, tento ler um livro, relaxar, esquecer a dor. Penso: "essa gastrite está me matando!". Inexplicavelmente, o desconforto aumenta quando penso em você. Tomo mais uma xícara de chá. Sacudo a cabeça na tentativa de te afastar dos meus pensamentos, pois já não aguento essa dor. O gesto é vão. Você ainda está lá, martelando, como uma espécie de vício, o único remédio capaz de curar o maldito mal estar. Me pergunto o que tem causado tal sintoma. Será uma doença rara, que está me fazendo esvair lentamente? Certamente não, pois, sem uma razão óbvia, essa agonia me faz sentir mais viva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-5878933435014382147?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/5878933435014382147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=5878933435014382147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/5878933435014382147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/5878933435014382147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/03/gastrite.html' title='Gastrite'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-6875756201254055627</id><published>2009-02-16T15:55:00.000-08:00</published><updated>2009-08-04T16:07:46.409-07:00</updated><title type='text'>Diário Inusitado II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(...) &lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Dobrou o jeans e o colocou na caixa. Tirou do guarda-roupa outro jeans, dessa vez um escuro, modelo skinny, com gliter. "Essa balada foi boa!", pensou. Nesse momento, Elizabeth se lembrou da primeira vez que saiu depois de ter terminado o namoro de quase três anos com "Gustavinho", antigo amigo de faculdade. Havia passado vários dias trancada dentro de sua casa, na companhia de lenços de papel e potes de sorvete. Numa sexta-feira, duas de suas amigas do trabalho, que já não aguentavam mais vê-la com os olhos inchados, sem maquiagem, completamente descuidada, chorando pelos cantos, por causa de um homem que não a merecia, invadiram o seu apartamento e, vestidas "para matar", obrigaram Elizabeth a sair da sua masmorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajeitaram a jovem rejeitada. Chapinha, esmalte e quilos de maquiagem para esconder as marcas deixadas por um relacionamento imaturo. Para finalizar a obrar, deram-lhe de presente a bendita calça. Na referida noite, Elizabeth bebeu, chorou, dançou, desencanou e se agarrou com um moreno alto de fazer inveja a qualquer loira gostosa. Sentiu-se poderosa, solteira, livre. A partir daquele dia prometeu a si mesma nunca mais ficar naquele estado deplorável. Seria eternamente grata as suas amigas e... ao jeans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada calça, uma a uma, foi sendo dobrada e colocada na caixa. As lembranças, praticamente, saltavam do guarda-roupa. Tirou uma escura, cheia de bolsos, e praticamente se viu em pé diante da sala daquele apartamento, há três anos, no exato em que ele passou a ser seu canto no mundo. Dobrou e acomodou no meio das outras. Tirou outra, dessa vez uma azul básica, que vestiu quando resolveu aceitar o convite para almoçar na casa dos pais, depois de quase um ano de brigas e remorso. Desdobrou uma preta “bufenta”, cheirando a morfo, que lembrou o seu primeiro dia no escritório de advocacia, do sentimento de experiência nova, de independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada calça, cada lembrança, fez jogar lágrimas dos olhos de Elizabeth. Tinha consciência que aquele momento era um marco na sua vida. Uma página de um capítulo que se acabara e uma nova em folha esperando para ser escrita. Sentiu-se só, não solitária. Ali, ouvindo o barulho distante dos carros na rua, percebeu que havia um mundo lá fora a ser desbravado. Novas experiências viriam, outras tantas calças seriam compradas e ganhariam igual significado. Olhando para calças, já arrumadas dentro da caixa, e fitando o guarda-roupa vazio, pensou “Engraçado, nunca reparei, mas elas fazem parte de mim. São uma espécie de diário inusitado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele instante, ouviu a voz grossa de um homem que batia a porta. “Mudança”, bradava do lado de fora. Era chegada a hora. Elizabeth estava satisfeita. Olhou para o jeans que vestia. Esse, certamente, a fará lembrar-se do momento mais intimista que já vivera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-6875756201254055627?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/6875756201254055627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=6875756201254055627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6875756201254055627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6875756201254055627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/02/diario-inusitado-ii.html' title='Diário Inusitado II'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-5530967524381888727</id><published>2009-02-16T15:39:00.001-08:00</published><updated>2009-08-04T16:07:58.250-07:00</updated><title type='text'>Diário Inusitado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SZn8dA2FYzI/AAAAAAAAABk/LvsqZ9YQbkY/s1600-h/jeans_3.JPG"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303547611578721074" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 132px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SZn8dA2FYzI/AAAAAAAAABk/LvsqZ9YQbkY/s200/jeans_3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; O dia da mudança, finalmente, havia chegado. Elizabete deixaria o cubículo onde vivia para morar em um apartamento maior, com a tão sonhada varanda onde poderia cultiva suas samambaias. Caixas empilhadas impediam a passagem tranquila pelos cômodos da quitinete. Cada pilha correspondia a um tipo de objeto adquirido por Elizabete durante os três anos em que morou naquele endereço. Os copos coloridos, as xícaras de cerâmica, os talheres cor-de-laranja, os porta-retratos de bisquí. Nada muito sofisticado, a maioria foi comprado em algumas daquelas lojinhas que vendem produtos acima de R$ 1,99. Tinha muito carinho por todas aquelas coisas, porque elas eram suas, compradas com o seu gosto, suor e sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha uma paixão especial pelas suas calças jeans, peça do vestuário que mais sente prazer em comprar. Desde quando começou a trabalhar no escritório de advocacia, emprego que lhe possibilitou sair da casa dos pais, todo o mês reservava uma parcela do seu salário para comprar uma. Nos três anos em que morou no pequeno apartamento, comprou inúmeras calças. Todas guardavam um momento marcante daqueles anos intensos de liberdade e independência. Devido aos quilos adquiridos no decorrer desse tempo, muitas já haviam sido encostadas. Uma caixa instalada no fundo do guarda-roupa guardava boa parte delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o último móvel a receber a atenção de Elizabete no dia da mudança. Para guardar as blusas e vestidos usados em festas ou ocasiões especiais bastou uma caixa média, já que Elizabete não era muito de sair. Peças mais despojadas, como camisetas, short, se amontoavam dentro da maior caixa que ela havia conseguido. Outra havia sido reservada especialmente para as suas pantufas de pelúcia, idolatradas em noites de inverno. Gaveta por gaveta foi sendo esvaziada. Por último restaram as calças jeans. A primeira que veio às mãos de Elizabete era uma clara, já surrada com um rasgão no joelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tocar no jeans lembrou-se da queda que levou na frente da academia, bem na esquina da sua casa. Dois rapazes vieram ajudar. Fortes, suados, carregaram-na nos braços para dentro do estabelecimento. "Quase uma Terezinha de Jesus!", pensou, assoprando o joelho, na tentativa de diminuir a dor. Acabou sendo levada por um deles ao hospital. A queda lhe redeu três dias de licença médica e um casinho de final de semana. Nada sério, mas imensamente marcante. "Que braços, que coxas!", ainda suspirava. Pensou em se desfazer da calça. Seu rasgão impossibilitou a reutilização. Mas após esse episódio passou a vê-la como um registro de um acontecimento, quase uma relíquia da história viva, a sua história (...) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-5530967524381888727?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/5530967524381888727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=5530967524381888727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/5530967524381888727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/5530967524381888727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2009/02/diario-inusitado.html' title='Diário Inusitado'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SZn8dA2FYzI/AAAAAAAAABk/LvsqZ9YQbkY/s72-c/jeans_3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-8225596142742152050</id><published>2008-12-07T15:11:00.000-08:00</published><updated>2009-08-04T16:08:14.581-07:00</updated><title type='text'>Sábio Marley</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/STxZT575kPI/AAAAAAAAABM/g77uFoCWhuo/s1600-h/espelho.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277191061875822834" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 152px; height: 200px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/STxZT575kPI/AAAAAAAAABM/g77uFoCWhuo/s200/espelho.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;O espelho embaçado mal conseguia refletir os objetos existentes no banheiro apertado do apartamento de Pedro. Olhando através ele dava para reconhecer apenas a cor encardida da cerâmica e o entulho de roupas penduradas nos ganchos instalados na parede. Pedro abre com dificuldade o box quebrado e tenta se olhar no espelho. Percebe a imagem turva. Esfrega os olhos, pensando ser a dificuldade de enxergar a causa do fenômeno, mas ainda não consegue ver direito a sua imagem refletida. Com o tato, procura os óculos de grau em cima da pia e, antes de encontrá-los sente, em alto relevo, os restos de creme dental resultantes de escovações anteriores. Coloca-os no rosto e, só então, reconhece que o embaço fora causado pelas gotículas de água provenientes do banho quente proporcionado pela ducha nova. “Ao menos um luxo”, pensou. Não precisaria mais se submeter aos banhos frios, a causa do seu mau humor matinal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida não estava sendo fácil para Pedro. Há pouco tempo havia se mudado da confortável casa dos pais, para morar sozinho naquele cubículo. Inúmeras vezes, deitado no único sofá da sala, ouvindo um dos seus CDs de Bob Marley, ele se lembrava dos paparicos da mãe, que sempre preparava um leite quente antes dele ir dormir, e dos conselhos do pai para que seguisse a carreira de advogado, feitos, costumeiramente, na hora das refeições. Em vez disso, escolhera ser jornalista. O salário ridículo que ganhava como repórter tranner de um jornaleco da cidade costumava ser motivo de piada nas reuniões de família. A comparação com as duas irmãs mais velhas, uma advogada e outra juíza, o deixava irritado. As ironias constantes o obrigaram a largar o conforto da casa dos seus genitores. Pedro queria mostrar para os pais a capacidade de sustentar sozinho. Mas ele não tinha idéia do quanto à vida era dura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto passa a mão na superfície do espelho embaçado, Pedro canta em voz alta o refrão da música de Bob Marley, que vinha do pequeno microsystem colocado no rack da sala. “Everything is gonna be alright”, entoava quase como numa prece. Ele escuta batidas na porta. Ainda enrolado na toalha, exibindo um corpo maltratado para os seus 25 anos, olha pelo olho-mágico quem está do lado de fora do apartamento. Era a vizinha magricela que todas as noites lhe sorrir maliciosamente quando o vê chegar do trabalho. “Finjo que não estou em casa ou atendo a porta?”, pensou inquieto com a presença da mulher. Logo atentou para um envelope que a vizinha trazia nas mãos. A curiosidade foi maior do que o desejo de vê-la bem longe da sua vista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pois não? – falou assim que abriu a porta.- Bom dia domingo, Pedro. Como tem passado?- Estou bem. Em que posso ajudar? – disse, na tentativa de encurtar a conversa.- Um motoqueiro deixou essa encomenda para você no início da semana. Como você não estava em casa, recebi com a promessa de entregá-la à noite. Mas não te vi naquele dia, nem na manhã seguinte. Eu estava de viagem marcada e não achei confiável enfiar o envelope por baixo da porta. Voltei ontem à noite e aqui está ele. – finalizou mostrando a carta que tinha em mãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pedro segurou o envelope e agradeceu, mas, a vizinha curiosa permaneceu encarando-o na esperança de que ele contasse sobre o conteúdo da carta. Irritado com a invasão de privacidade, Pedro deu um sorriso amarelo, pediu licença e fechou a porta quase no rosto da vizinha. “Que pessoa mais sem noção. Mas só podia ser. Com aqueles filhos que mais parecem pestes, qualquer um ficaria sem um parafuso na cabeça”, riu com a própria piada. Ao abrir o envelope e ler o seu conteúdo, o sentimento pela vizinha passou de engraçada inconveniência para algo próximo ao ódio. Nas linhas estava escrito:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Caro Pedro Saldanha,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nós do Diário de Notícias, um dos maiores jornais de circulação do país, temos acompanhado suas reportagens no pequeno jornal onde trabalhas e achamos que você tem o perfil necessário para fazer parte da nossa equipe de jornalistas. Caso esteja interessado, entre em contato conosco até a próxima sexta-feira para marcamos uma entrevista. Se até essa data não recebermos o seu telefonema, seremos obrigados a repassar a vaga para outro profissional, já que temos pressa em completar a equipe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esperamos sua resposta,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atenciosamente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Editoria Geral”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O desespero tomou conta de Pedro. “Eu vou matar aquele vizinha idiota”, falou olhando para a faca peixeira suja em cima da pia. Mas desistiu da idéia. Respirou fundo, olhou em volta do apartamento pequeno e desarrumado, e se viu só. De toalhas, sentou-se no sofá, aumentou o som do microsystem, que ainda tocava Bob Marley, jogou a carta contra a parede e chorou. “Don’t worry ‘bout a thing, ‘cause every little things is gonna be alright”, insistia o sábio Marley.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-8225596142742152050?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/8225596142742152050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=8225596142742152050' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/8225596142742152050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/8225596142742152050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2008/12/sbio-marley.html' title='Sábio Marley'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/STxZT575kPI/AAAAAAAAABM/g77uFoCWhuo/s72-c/espelho.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-4972914852865614498</id><published>2008-10-30T09:25:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T10:39:22.852-07:00</updated><title type='text'>A separação de duas almas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" alt="" src="http://lackof.files.wordpress.com/2007/11/lagrima.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Lágrimas caem através do rosto. Saem dos olhos, passam pelas linhas curvas da face e teriam forças para despencar do queixo se não fossem aparadas pelas palmas das mãos. Elas rolam, mas não incessantemente. Caem apenas nos momentos em que o corpo está só e a cabeça reclinada sobre o travesseiro. A mente viaja por lembranças que fazem o coração bater mais forte. O peito dói, aperta, chora. Faz os olhos marejarem, a boca soluçar. É a angústia sentida pela falta de alguém que se ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desprender do significado das recordações, dos sentimentos quem ainda latejam na mente, é árduo e doloroso. Mentirosa foi a boca que certa vez afirmou que o amor já não existia ou não era forte o suficiente para manter unidas as duas almas amantes. A separação foi culpa dos devaneios capazes de esconder o sentimento, peças que a vida prega no coração ainda apaixonado apesar das desilusões vividas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas suplantaram os bons momentos, transformaram convivência, cumplicidade, aconchego em distância. Palavras, que antes refletiam a união de dois corações, comprovam o momento em que as almas tentam dolorosamente se separar. Nesse processo, os sintomas sentidos são frieza e desdém de ambas as partes. Vontade de mostrar que as coisas andam bem. Malhar, brinco, barba, percussão, baladas, dança, remédio para emagrecer... tentativas de iniciar a vida do ponto em que o companherismo deu lugar a individualidade. Tudo em vão. O tempo cura a dor do coração partido, mas não é capaz de fazer a mente esquecer o grande amor. Talvez o sentimento um dia morra, mas as lembranças se perpetuaram e farão parte da história de cada um. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-4972914852865614498?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/4972914852865614498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=4972914852865614498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/4972914852865614498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/4972914852865614498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2008/10/separao-de-duas-almas.html' title='A separação de duas almas'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-6090770522812382235</id><published>2008-09-14T20:11:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T16:08:27.187-07:00</updated><title type='text'>Pontualidade britânica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos13.flickr.com/17421498_1fa93e12a9_o.jpg"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px;" alt="" src="http://photos13.flickr.com/17421498_1fa93e12a9_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Apenas uma palavra podia traduzir o que Mariana estava sentindo naquela manhã de sexta-feira: raiva. A admiração que tinha por Gilberto acabou se transformando em ódio. Ódio dela mesma por um dia ter achado interessante o garoto mais grosso que já conhecera na vida. Já com o uniforme da escola, Mariana desce as escadas rumo a cozinha onde a mesa já está posta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Por que você está comendo tão devagar. Está querendo perder a hora da escola, é? – questionou Dona Irene.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Não, mãe. Só não quero ter uma indigestão por causa dessa sua obsessão de chegar antes do horário nos lugares. – rebateu Mariana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Menina! Veja como fala comigo. A pontualidade é uma qualidade e eu quero que você a tenha – reclamou a mãe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Irritada com o comentário da mãe, Mariana se calou. Ambas passaram todo o caminho rumo ao colégio caladas. Às portas da escola, a garota repara nos ponteiros do seu relógio de pulso. Eram 7h40. Estava dez minutos atrasada. A mãe entendeu o gesto e lançou à Mariana um olhar de “bonito, não é, mocinha?!”, pela falta de pontualidade. Sentiu vontade de reclamar com a menina, mas se conteve, pois estava óbvio que a garota enfrentava problemas. Se contentou em dizer apenas “Corra minha filha. Quem sabe o professor ainda não tenha entrado na sala?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;O atraso de Mariana lhe rendeu 45 minutos na sala de espera da escola, que fica ao lado do portão de entrada. As auxiliares de disciplina, como eram chamadas as funcionárias responsáveis pelo controle dos alunos, não a deixaram entrar na sala, pois o professor já havia começado a aula. “É parte integrante do regulamento da escola não atrapalhar o mestre enquanto ele profere lições aos alunos que chegaram pontualmente”, diziam sempre que alguém tentava persuadi-las. “Bruacas. Elas não sabem amar”, xingava Mariana em pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-6090770522812382235?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/6090770522812382235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=6090770522812382235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6090770522812382235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/6090770522812382235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2008/09/pontualidade-britnica.html' title='Pontualidade britânica'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-2537954953283015316</id><published>2008-08-12T05:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T16:08:38.135-07:00</updated><title type='text'>Nerd esnobe, patricinha imbecil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SKs9f2WDyxI/AAAAAAAAABA/N2ce2dUrjC8/s1600-h/quadro.JPG"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236346609121610514" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SKs9f2WDyxI/AAAAAAAAABA/N2ce2dUrjC8/s200/quadro.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Mariana sempre foi péssima em matemática, chegando a ser quase reprovada no ano anterior, por causa da disciplina. Devido a dificuldade, em um primeiro momento, achou boa a idéia de fazer dupla com Gilberto, pois o garoto era considerado um dos alunos mais aplicados do colégio nessa área. Na 6ª série, havia sido finalista das Olímpiadas de Matemática entre os colégios da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de, desde a 4ª série, achar Gilberto um dos garotos mais interessantes da escola, também a deixou satisfeita com o feliz acaso. A maneira como ele não parecia ligar para o que as pessoas pensam sobre sua vida sempre a encantou. As camisas de banda de rock, o olhar sempre concentrado no professor - até nas aulas onde todos, sem exceção, não sentiam culpa em conversar, apesar das ameaças terem suas notas rebaixadas – e o mínimo de esforço de ser incluso nos grupinhos da sala, conferiam a ele um ar misterioso, que fascinava Mariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era visto como uma boa alternativa, acabara se tornando um tormento para a garota. Gilberto simplesmente a odiava e nada que fizesse seria capaz de mudar a maneira como ele a tratava. A dificuldade em matemática havia se tornado um dos motivos para deixar o garoto mais chateado em ter de fazer dupla com Mariana. Uma nota baixa no primeiro exame do ano letivo o deixou completamente transtornado. Uma discussão entre os dois acabou sendo motivo de fofoca durante um mês na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que nota é essa? – disse Gilberto sem acreditar no 6,0 que havia tirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me desculpe. Acho que a culpa foi minha. Fiquei responsável por fazer os exercícios extras passados pelo professor, que valiam 5,0. Eu fiz, mas consegui acertar apenas algumas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou vendo – falou com um tom irônico peculiar a ele -. Conseguimos tirar 6,0 porque eu acertei todas as questões da prova, que fiz praticamente sozinho. Estou cansado de fazer dupla com você, Mariana. Você não sabe de nada, não consegue aprender nada. Tirei nota baixa por sua culpa! – concluiu aos berros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dá para você parar de gritar?! As pessoas estão olhando. Além do mais, eu sou ruim em matemática e isso não é novidade para ninguém, inclusive você. Em vez de tentar me ajudar, você prefere se mostrar. Provar para a sala toda que você é o mais inteligente. Mas você não passa de um corpo estranho aqui. Um nerd esnobe que só sabe humilhar as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhor ser um nerd esnobe do que ser uma patricinha imbecil, que não sabe quanto é dois mais dois – completou ainda mais enfurecido. Após ouvir as palavras de Gilberto, Mariana se calou. Não havia mais o que discutir. Passaram do diálogo para a ofensa. Ainda chocada com o que foi dito pelo colega de sala, a garota engoliu o choro e saiu da sala. A cena foi presenciada pelo professor, mas nada foi feito para impedir os insultos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-2537954953283015316?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/2537954953283015316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=2537954953283015316' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2537954953283015316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/2537954953283015316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2008/08/nerd-esnobe-patricinha-imbecil.html' title='Nerd esnobe, patricinha imbecil'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SKs9f2WDyxI/AAAAAAAAABA/N2ce2dUrjC8/s72-c/quadro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6214736210675132150.post-7894810933491996819</id><published>2008-08-10T16:51:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T16:08:50.142-07:00</updated><title type='text'>Ritual diário de preparação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233041570266596370" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ9_lRKXxBI/AAAAAAAAAAw/kfwjkqJUC0s/s200/despertador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;O toque estridente do despertador irrita Mariana. É sexta-feira. Os ponteiros do relógio marcam 6h30, lembrando que falta apenas uma hora para o início de mais um dia de aula. Apesar da vontade, Mariana não atira o travesseiro contra o relógio, apenas se levanta da cama, calça as sandálias e segue em direção a cabeceira colocada, estrategicamente, pela mãe, há alguns metros de distância da cama, para evitar que garota desligue o aparelho e volte a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Mariana olha para os lençóis, pensa em voltar para debaixo das cobertas e fingir que é um dia de domingo e não precisa fazer o ritual diário de preparação para ir ao colégio. “Quem sabe se eu disser para mamãe que estou doente, ela me deixa ficar em casa?”, pensou. Mas logo se recordou do último episódio. Devido a suposta doença, Dona Irene acabou levando-a a emergência, onde foi desmascarada pelo médico na frente de todos que estavam na enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- A sua filha não apresenta nada físico. Fizemos alguns exames para verificar em que grau estava a suposta crise de amidalite, mas não havia nada de errado – disse o médico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Sério doutor? Mas a coitada estava tão tristinha em casa. Perguntamos e ela disse que estava com muita dor na garganta – contou a preocupada Dona Irene.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Não disse "muita" – tentou amenizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois bem. Apesar de novinha, ela pode ser hipocondríaca. Verifiquei aqui no protocolo e vi que ela deu entrada outras vezes apresentando sintomas que não existiam. Aconselho levá-la ao psicólogo – concluiu o doutor. Essa pequena travessura rendeu a Mariana dois meses de terapia intensa. Foram os 60 dias mais chatos de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Iniciando o ritual, a garota, ainda atraída pelos lençóis, segue mal-humorada em direção ao banheiro do seu quarto. O espelho enorme instalado do lado oposto a pia mostrava os contornos de uma menina de apenas 16 anos. Traços, que dentro dos padrões de beleza vigentes, eram considerados perfeitos pela maioria dos garotos. Nem o baby doll rosa choque amarrotado e o cabelo despenteado eram capazes deixá-la feia. Aliás, era nos momentos em que Mariana aparecia completamente descomposta que os rapazes mais reparavam na sua beleza simples e despretensiosa. Poderia estar toda suja de lama – o que acontecia nas aulas de futebol no campo da escola -, mas sempre conseguia arrancar suspiros da arquibancada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Os longos cabelos castanhos e a franja rala usada de lado são sua marca registrada. Mariana modifica o penteado apenas quando vai dormir. Prende toda a madeixa em um rabo de cavalo para evitar que os fios incomodem seus sonhos. A hora que mais se acha bonita é à noite, quando coloca o rabo de cavalo. No entanto, a vergonha do tamanho da testa, considerada, por ela, a parte mais bizarra do seu corpo, não permite que mantenha o visual durante o dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Mariana desamarra o cabelo, tira o baby doll rosa, liga o aparelho de som que fica dentro do banheiro e coloca o CD de MP3 com suas músicas favoritas. Adora os hits dos anos 80. Culpa da mãe, que ainda não se deu conta de já estar no século 21. Ao entrar debaixo do chuveiro ouve Thriller, de Michael Jackson, e até ensaia uns passos do clipe mais famoso da década de 80. Sempre se sente bem durante o banho. É o único momento que consegue ser quem realmente é. Vera e Ana Paula, suas duas melhores amigas, iriam passar uma semana inteira rindo da sua cara se descobrissem o gosto musical. Era obrigada a assistir a MTV só para saber das novidades e ter condições de participar da maioria das conversas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Dona Irene estava quase se preparando para subir e acordar Mariana quando percebe o som vindo do banheiro da filha. Da escada da casa, grita: “Filha, se arruma logo. O café da manhã está na mesa e você já está atrasada.”. As palavras da mãe fazem a garota retornar para a vida real. Nada a chateava mais do que a idéia de ir à escola. “Melhor ser nerd do que ser uma patricinha imbecil”. As palavras de Gilberto, proferidas no dia anterior, ainda ecoavam na sua cabeça. Arrependia-se do dia em que havia tirado o nome dele no sorteio de duplas para a disciplina de Matemática. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6214736210675132150-7894810933491996819?l=afiar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afiar.blogspot.com/feeds/7894810933491996819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6214736210675132150&amp;postID=7894810933491996819' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/7894810933491996819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6214736210675132150/posts/default/7894810933491996819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afiar.blogspot.com/2008/08/ritual-dirio-de-preparao_10.html' title='Ritual diário de preparação'/><author><name>Borboleta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18436719004766297762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ-DMtes5-I/AAAAAAAAAA4/329bWsxtw_Q/s1600-R/olho-de-borboleta.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BbM5nEE5AqQ/SJ9_lRKXxBI/AAAAAAAAAAw/kfwjkqJUC0s/s72-c/despertador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
